Falhas nos trilhos: nova tecnologia do Metrô vai antecipar problemas nas vias

Informações inéditas sobre a nova fase da inteligência artificial mostram como o Metrô quer agir antes que falhas atinjam as linhas

Desde 2022, a inteligência artificial já é utilizada como suporte às atividades operacionais

Desde 2022, a inteligência artificial já é utilizada como suporte às atividades operacionais | Freepik

O Metrô de São Paulo vai ampliar o uso de inteligência artificial na manutenção do sistema e passará a monitorar, em 2026, novos equipamentos considerados críticos para a operação.

Em nota enviada à reportagem, o Metrô informou que a nova fase inclui a aplicação de modelos de análise em aparelhos de mudança de via (AMVs) e no controle da temperatura dos pneus dos trens da frota M da Linha 15-Prata.

A medida faz parte do processo de digitalização da rede, iniciado em 2017, que vem incorporando ferramentas tecnológicas para aumentar a eficiência da manutenção e reduzir falhas.

Desde 2022, a inteligência artificial já é utilizada como suporte às atividades operacionais, com base no monitoramento de ativos e no uso de dados para antecipar problemas.

De acordo com a companhia, a estratégia busca ampliar a capacidade de acompanhamento dos sistemas e apoiar a tomada de decisão nas intervenções técnicas.

Atualmente, a tecnologia também é aplicada no sistema de climatização dos trens e no monitoramento das portas de plataforma.

No caso do ar-condicionado da Linha 15-Prata, o índice de assertividade chega a 95%, segundo dados do Relatório Integrado 2025.

O Metrô afirma que a ampliação do uso da inteligência artificial faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização da operação e ao aumento da confiabilidade do serviço prestado aos passageiros.