O Governo Federal e estados do Semiárido firmaram um acordo de R$ 156 milhões para ampliar o PAA-Leite na região. O investimento combina R$ 125 milhões da União com R$ 31,7 milhões em contrapartidas estaduais, visando fortalecer a agricultura familiar, garantindo o escoamento da produção e o combate à insegurança alimentar em nove estados.
Fortalecimento da agricultura familiar
O PAA-Leite opera sob uma lógica de via dupla: o Governo Federal adquire o leite diretamente de agricultores familiares e o distribui gratuitamente a entidades socioassistenciais, creches, escolas e famílias cadastradas no CadÚnico.
Com o novo auxílio, a expectativa é que:
- Mais de 13 mil produtores sejam beneficiados com a garantia de compra.
- Milhares de litros de leite cheguem diariamente à mesa de quem mais precisa.
- A economia local dos municípios do interior receba uma injeção direta de recursos, mitigando os efeitos das estiagens prolongadas.
“O PAA permite ao Governo do Brasil, com o mesmo real investido, atender pessoas em situação de vulnerabilidade, melhorar a renda das famílias agricultoras e movimentar a economia local”, afirma Lillian Rahal, secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS.
Estados beneficiados e operacionalização
Os recursos serão distribuídos entre os estados que compõem a área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), incluindo: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, além do norte de Minas Gerais, integrado à dinâmica do Semiárido.
Impacto social e nutricional
Para o Semiárido, o leite é essencial na dieta de crianças e idosos. O programa atua como uma rede de proteção contra a insegurança alimentar severa. Especialistas apontam que a regularidade dos repasses do MDS é fundamental para que os estados mantenham os cronogramas de entrega sem interrupções, um gargalo que o novo investimento de R$ 156 milhões pretende solucionar.
O que vem a seguir? Com a liberação dos recursos, os estados devem agora atualizar seus planos de trabalho para a ampliação das metas de coleta e distribuição.
O MDS sinaliza que este é o primeiro de uma série de investimentos previstos para a reconstrução das políticas de combate à fome no ciclo 2024-2026.
