Perícia remota INSS: veja as novas regras de Telemedicina e Atestmed

Portaria regulamenta uso de vídeo e análise documental para agilizar benefícios e reduzir filas de espera em todo o país.

Para os segurados que recebem até um salário mínimo, os depósitos começam no fim de maio

Normativa oficializa telemedicina e análise documental para agilizar benefícios e reduzir filas do INSS. | INSS

O Ministério da Previdência Social publicou nesta quarta-feira (8) a Portaria Conjunta DPMF/INSS Nº 18, de 31 de março de 2026, que regulamenta as perícias médicas remotas e o uso da telemedicina no INSS. A medida estabelece regras rigorosas para o envio de documentos via Atestmed e consultas por vídeo, visando agilizar a concessão de benefícios e reduzir as filas de espera em todo o país. 

O fim do deslocamento obrigatório 

A grande inovação da nova normativa é a consolidação do uso da Telemedicina. Até então tratada como caráter experimental ou emergencial, a perícia remota agora ganha um arcabouço jurídico robusto. 

Principais Mudanças 

Atestmed: O sistema de análise documental (sem exame presencial) é ampliado. O segurado envia a documentação via aplicativo ou site, e o perito avalia a conformidade legal e clínica. 

Teleavaliação: Consultas por videochamada serão realizadas em localidades com déficit de peritos presenciais ou em casos de difícil locomoção do segurado. 

Segurança de Dados: A portaria estabelece protocolos rígidos de criptografia para garantir que o prontuário médico do cidadão permaneça sob sigilo absoluto, conforme a LGPD. 

Como funciona o fluxo digital 

Para que o processo seja aceito, o segurado deve garantir que o laudo médico anexado ao sistema Meu INSS contenha o nome completo do requerente e uma data de emissão não superior a 90 dias.  

É indispensável que o documento apresente a descrição da patologia ou o respectivo código da CID, além da identificação clara do médico assistente com nome e número do CRM e a indicação precisa do tempo de repouso necessário. 

O que muda na prática?  

Na prática, a nova regulamentação transforma a experiência do segurado ao consolidar o modelo digital como o eixo central para reduzir as filas de espera.  

A mudança garante que moradores de regiões isoladas tenham acesso imediato a especialistas via telemedicina e que benefícios de menor complexidade sejam concedidos rapidamente através da análise documental.  

Ao profissionalizar o uso do Atestmed e permitir atendimentos em turnos estendidos, o INSS deixa de depender exclusivamente da capacidade física de suas agências, trocando meses de espera por um fluxo processual mais ágil, seguro e descentralizado.