Carros voadores avançam em SP e entram no radar para operar nos próximos anos

Modelos, que já estão em desenvolvimento e testes no Brasil, prometem transportar até quatro passageiros

Protótipo do carro voador realizou seu primeiro teste aéreo no interior de São Paulo

Protótipo do carro voador realizou seu primeiro teste aéreo no interior de São Paulo | Divulgação/Eve

A chegada dos chamados “carros voadores” à capital paulista deixou de ser apenas um conceito futurista e passou a mobilizar autoridades e especialistas.

Nesta segunda-feira (13/4), a Câmara Municipal de São Paulo sediou um simpósio para discutir como viabilizar o uso dos eVTOLs (veículos elétricos de decolagem e pouso vertical) na cidade.

Os modelos, que já estão em desenvolvimento e testes no Brasil, prometem transportar até quatro passageiros por trajetos urbanos de curta distância, com autonomia média de 100 quilômetros.

A proposta é conectar regiões estratégicas da cidade e até aeroportos, reduzindo o tempo de deslocamento em uma das metrópoles mais congestionadas do País.

Além disso, uma parceria anunciada no início deste ano vai viabilizar o desenvolvimento dos primeiros vertiportos urbanos do Brasil, que ficarão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os espaços servirão para operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, os “carros voadores”, como são conhecidos.

Em dezembro, o veículo fez o seu primeiro voo. O protótipo do chamado carro voador, desenvolvido pela Eve Air Mobility, empresa controlada pela Embraer, realizou seu primeiro teste aéreo no interior de São Paulo.

Durante o teste, engenheiros acompanharam de perto o desempenho dos oito propulsores elétricos, o sistema de gerenciamento de energia e o nível de ruído da aeronave.

Novas regras

O avanço da tecnologia, no entanto, esbarra em desafios importantes. Entre eles estão a criação de regras específicas, a organização do espaço aéreo urbano, a integração com metrôs e ônibus e a construção de vertiportos, estruturas para pouso, decolagem e recarga das aeronaves.

Durante o evento, autoridades destacaram que o debate é essencial para evitar atrasos na regulamentação. A expectativa do setor é que os primeiros modelos sejam certificados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já nos próximos anos, abrindo caminho para o início das operações comerciais no Brasil.