Copa 2026: descubra como a TV 3.0 vai mudar seu jeito de torcer

Nova tecnologia DTV+ começa a ser testada em Brasília e promete áudio imersivo e interatividade sem custos mensais

Copa 2026 com cara de futuro: a TV 3.0 chega para mudar sua torcida

Copa 2026 com cara de futuro: a TV 3.0 chega para mudar sua torcida | Ilustração/IA/Gazeta de S. Paulo

O Brasil deu largada, nesta terça-feira (14), aos testes da TV 3.0, a nova geração da televisão aberta. A fase inicial acontece em Brasília e traz a promessa de transmissões em 4K, áudio imersivo e recursos interativos.

A meta do governo é disponibilizar a tecnologia nas principais capitais até 2026, a tempo da Copa do Mundo FIFA.

Batizada de DTV+, a tecnologia une o sinal tradicional de antena à conexão com a internet, aproximando a experiência da TV aberta da lógica das plataformas de streaming.

Como a TV 3.0 transforma a experiência do telespectador

Com o novo padrão, a navegação por canais numéricos tende a ficar no passado. No lugar, entra uma interface mais intuitiva, semelhante à de aplicativos, onde conteúdos são organizados de forma dinâmica.

A proposta é concentrar em um único ambiente transmissões ao vivo, conteúdos sob demanda e serviços interativos, sem abrir mão dos pilares da TV aberta, como o acesso gratuito e o amplo alcance.

Salto técnico avança com 4K, HDR e som imersivo

O avanço mais perceptível está na qualidade técnica. O DTV+ viabiliza transmissões nativas em 4K, com suporte a HDR, ampliando contraste e fidelidade de cores.

No áudio, a novidade é o som imersivo, que cria uma sensação espacial mais realista, especialmente útil para esportes e grandes produções.

Mas atenção: a TV 3.0 só funcionará em sua totalidade em aparelhos compatíveis com o padrão DTV+. Nos televisores atuais, será necessário o uso de um adaptador para acessar todos os recursos da nova tecnologia.

Com a integração à internet, a TV 3.0 também amplia o potencial interativo, e permite acesso a informações extras em tempo real, participação em enquetes e consumo de conteúdos sob demanda diretamente pela televisão.

A proposta é reduzir a dependência de múltiplos dispositivos e centralizar a experiência na própria tela da TV.

Transição será gradual e Brasília funciona como laboratório do sistema

A transição para o novo padrão será gradual, como ocorreu na migração do sinal analógico para o digital, com a TV atual e o sistema DTV+ convivendo por vários anos. Nesse período, parte dos televisores deverá exigir conversores externos, ainda em fase de definição e padronização.

Embora a TV 3.0 seja gratuita e transmitida pelo ar, o acesso à resolução 4K nativa e ao áudio imersivo dependerá de receptores compatíveis com o padrão DTV+, o que pode levar consumidores com aparelhos atuais a precisarem de adaptadores para acessar todas as funcionalidades durante o período de transição.

Brasília funciona como campo de testes da nova tecnologia. A estação experimental instalada na capital opera como um laboratório, avaliando a estabilidade do sinal e a capacidade de transmissão em alta definição. Os resultados vão orientar a expansão para outras cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, nas próximas etapas do projeto.

TV aberta tenta se reposicionar na era do streaming

Mais do que uma atualização técnica, a TV 3.0 representa uma tentativa de reposicionar a TV aberta em um cenário dominado pelo consumo sob demanda e pelas plataformas digitais.

Ao integrar transmissão tradicional e internet, o novo modelo busca aproximar a televisão da forma como o público já consome conteúdo, de maneira mais flexível, personalizada e interativa.