O governo federal anunciou nesta quarta-feira (15/4) um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social no Minha Casa, Minha Vida, como parte de novas medidas voltadas ao fortalecimento do setor habitacional.
De acordo com o anúncio, os recursos serão direcionados principalmente à faixa 3 do programa.
A expectativa é que, até dezembro deste ano, o número de unidades contratadas no âmbito do MCMV alcance a marca de 3 milhões.
As medidas fazem parte de um conjunto recente de mudanças aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS, que ampliou os critérios de acesso ao programa.
Alterações no programa
Entre as alterações está o aumento da renda máxima das famílias elegíveis em todas as faixas.
Com as novas regras, passam a participar do programa famílias com renda mensal de até R$ 3.200 na faixa 1 (antes R$ 2.850), até R$ 5.000 na faixa 2 (antes R$ 4.700), até R$ 9.600 na faixa 3 (antes R$ 8.600) e até R$ 13.000 na faixa 4 (antes R$ 12.000).
Também houve reajuste nos valores máximos dos imóveis financiados. Na faixa 3, o limite subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil, alta de 14%. Já na faixa 4, o teto passou de R$ 500 mil para R$ 600 mil, um aumento de 20%.
As mudanças incluem ainda a utilização de recursos do Fundo Social, reforçando a estratégia do governo de ampliar o acesso ao crédito habitacional e estimular o setor da construção civil.
