Embora o Bilhete Único ainda seja o soberano pela vantagem da integração com os ônibus, o crescimento do NFC (pagamento por aproximação) revela que os passageiros priorizam a agilidade.
Atualmente, todas as estações de São Paulo já aceitam a tecnologia, mas é nas extremidades da cidade onde o bilhete de papel já está perdendo a força.
Dados obtidos pela Gazeta de S. Paulo junto à Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) revelam um “duelo” digital: o passageiro da CPTM adota o pagamento por celular o dobro de vezes que o usuário do Metrô.
Atualmente, 8% dos usuários dos trens da CPTM já pagam a passagem via proximação por celular ou cartões de crédito/débito. No Metrô, esse índice cai para 3,96%.
A diferença reflete não apenas a agilidade buscada em trajetos mais longos, mas também o perfil de quem utiliza cada linha.
Estações com maior uso do NFC
Diferente do que se poderia imaginar, o recorde de uso da tecnologia não está no centro financeiro da cidade, mas nas extremidades e em bairros residenciais.
Na CPTM, a campeã absoluta de adesão é a estação Aeroporto-Guarulhos da linha 13-Jade.
O fluxo constante de turistas e viajantes habituados ao pagamento global por aproximação transformou o local em uma vitrine tecnológica.
Já no Metrô, a surpresa vem da zona norte. As estações Jardim São Paulo e Parada Inglesa, ambas na Linha 1-Azul, desbancaram os eixos corporativos e lideram o ranking de pagamentos digitais.
Confira as estações com maior adesão ao celular por linha:
-
Linha 1-Azul: Jardim São Paulo e Parada Inglesa.
-
Linha 2-Verde: Chácara Klabin.
-
Linha 3-Vermelha: Guilhermina-Esperança.
-
CPTM (Geral): Aeroporto-Guarulhos.
