A professora brasileira Célia Maria Cassiano publicou, nesta última quarta-feira (15/4), um vídeo de despedida antes de realizar suicídio assistido em Zurique, na Suíça, onde o procedimento é legalizado.
Doença degenerativa motivou decisão
Célia convivia há cerca de um ano e meio com uma doença que afetava o segundo neurônio motor, causando perda progressiva dos movimentos e da fala.
No vídeo, ela explicou que mantinha plena capacidade intelectual, mas via o corpo se deteriorar rapidamente.
“Estou vivendo um processo de degeneração física […] mas fisicamente estou sendo destruída pela doença”, relatou.
Viagem e despedida
A professora de Campinas contou que decidiu buscar a morte assistida após não querer depender de aparelhos ou de outras pessoas para sobreviver.
Durante os dias no país europeu, ela compartilhou registros e afirmou que viveu momentos marcantes antes do procedimento.
Em sua mensagem final, declarou: “Vou em paz, fiquem em paz”.
Processo envolveu apoio médico
Para conseguir realizar o procedimento, Célia precisou reunir documentos médicos e buscar instituições especializadas no exterior, já que a prática não é permitida no Brasil.
Ela também relatou dificuldades em encontrar apoio no País ao tratar do tema.
Debate sobre morte assistida
O caso reacende a discussão sobre o direito à morte assistida, que é permitido em alguns países, como a Suíça, mas segue proibido no Brasil.
Antes de morrer, a professora também deixou um apelo para que o tema seja debatido no País.
“Lutem por uma lei que permita o seu direito […] não é uma obrigação, é uma escolha”, disse.
