A greve de estudantes da Universidade de São Paulo (USP) cresceu e já chegou a todas as 43 unidades da universidade, na Capital e no interior. Nesta quinta-feira (23/4), cursos como medicina, direito, veterinária e a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária também aderiram ao movimento.
Ainda assim, nem todos os cursos estão parados: cerca de 60% (mais de 100) suspenderam as aulas.
A paralisação começou por causa de um bônus criado para professores, mas agora inclui outras cobranças dos alunos, como melhores condições dentro da universidade.
Greve começou por bônus e ganhou novas reivindicações
O motivo inicial da greve foi a criação de um pagamento extra para professores, aprovado no fim de março. O valor pode chegar a R$ 4.500 para docentes que participarem de projetos considerados importantes pela universidade.
Depois disso, os estudantes passaram a pedir aumento nas bolsas (de R$ 885 para cerca de R$ 1.000) e melhorias nos restaurantes universitários.
Nos últimos dias, denúncias sobre a qualidade da comida aumentaram a revolta. Alunos relataram refeições estragadas e até com larvas, principalmente na Faculdade de Direito. A USP informou que está investigando os casos.
USP mantém calendário e proíbe aulas online
A universidade decidiu não mudar o calendário por causa da greve. Isso significa que prazos, notas e frequência continuam normalmente. Também não será permitido substituir aulas presenciais por aulas online.
O Diretório Central dos Estudantes criticou a decisão e disse que ela pode prejudicar os alunos que estão participando da greve.
Além das pautas gerais, cada unidade tem seus próprios pedidos. Na Escola de Artes, Ciências e Humanidades, por exemplo, estudantes pedem moradia estudantil. Já na Faculdade de Medicina, a cobrança é por mais investimentos no Hospital Universitário da USP.
Uma reunião entre alunos e a reitoria está marcada para a próxima terça-feira (28/4), para tentar chegar a um acordo.
