A marca de 2,2 milhões de unidades produzidas em cerca de duas décadas já seria suficiente para evidenciar o destaque que a Honda Pop ocupa no mercado de motocicletas nacional.
Apenas a CG, do final de 1976, e a Biz, de 1998, podem ostentar números absolutos maiores. A escalada da Pop na preferência dos usuários nos últimos anos é visível nas ruas de todo o Brasil, se fortalecendo agora com a chegada da sexta geração.
A Pop 110i ES 2027 estará disponível na rede de concessionárias a partir do próximo mês. A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem, mais óleo Pro Honda gratuito em sete revisões.
O fornecimento gratuito do óleo é válido a partir da terceira revisão. O intervalo de manutenção é de 6 mil quilômetros ou seis meses após a primeira revisão, que deve ocorrer com mil quilômetros rodados ou seis meses.
O preço público sugerido é de R$ 10.588, com base a cidade de São Paulo, não incluindo despesas com frete e seguro. As opções de cores disponíveis são vermelha, branca e azul.
Descendente da lendária Super Cub, lançada em 1958, a Pop se mantém fiel ao conceito de simplicidade construtiva, manutenção mínima, confiabilidade e economia.
Desde o início, a Pop estabeleceu a base para o aperfeiçoamento desse conceito. A receptividade dos usuários ao sistema de transmissão semiautomático de 4 marchas, à partida elétrica e ao aumento de potência e torque, resultaram na facilidade de pilotagem.
E é exatamente esse aspecto que teve a maior evolução na versão 2027, trazendo elementos que tornam o uso do modelo mais fácil, prático e simples.
Isso ganha mais importância segundo pesquisas feitas pela Honda com clientes: mais de 75% dos usuários da Pop são de estreantes, sendo que 20% deles tinha como meio de transporte preferencial a bicicleta.
De acordo com a Honda, a eliminação do pedal de freio é uma das principais características da Pop 110i ES 2027. O item foi substituído por uma alavanca operada pela mão esquerda.
Assim, a atuação no sistema de freios ficou mais intuitiva para os novos usuários da Pop, pois eles podem se valer da mesma lógica de frenagem aplicada às bicicletas, nas quais se usa apenas as mãos para isso.
Na Pop 2027, porém, a alavanca direita comanda exclusivamente o freio dianteiro, enquanto a esquerda atua no freio dianteiro e traseiro dentro do sistema CBS (Combined Brake System).
Outra inovação da Pop 110i ES 2027 é a adoção de rodas de liga leve equipadas com pneus “tubeless” (sem câmara), que contribui para uma maior segurança e facilidade de reparação em caso de perda de pressão ocasionada por furo.
A medida do pneu dianteiro é de 70/90-17 ante 60/100-17 da versão anterior. O pneu traseiro permanece com a medida 80/100-14.
As novas rodas da Pop 110i ES trazem ainda um aumento no diâmetro dos tambores de freio, passando a ser de 130 milímetros.
O motor da Pop 110i ES 2027 mantém o monocilíndrico arrefecido a ar, de 8,43 cavalos de potência a 7.250 rpm e pico de torque de 0,945 kgfm a 5 mil rpm.
Baixo índice de vibrações e pronta resposta ao acelerador são características do motor alimentado com gasolina por meio do sistema de injeção eletrônica PGM-FI.
O propulsor cumpre as exigências do Promot 5, com o padrão de emissões superando em larga medida as normas preconizadas na emissão de monóxido de carbono, hidrocarbonetos, óxidos de nitrogênio e emissões evaporativas.
O sistema de transmissão semiautomática rotativo de 4 marchas é reconhecido pela alta confiabilidade e facilidade de uso por eliminar a alavanca de embreagem.
A primeira Honda produzida no Brasil a oferecer esse tipo de câmbio foi a C100 Dream no início dos anos 90, substituída pela Biz no final daquela década.
Esses modelos democratizaram o uso da motocicleta no país, dando a recém-habilitados a possibilidade de estrear no mundo das duas rodas motorizadas de modo descomplicado.
Nesse contexto, a Pop 110i ES 2027 se coloca como o primeiro degrau da escada, por ser a mais leve e acessível motocicleta da Honda à venda no Brasil atualmente.
Com peso a seco de 88 quilos, a Pop tem todos os ingredientes para servir de “escola” para pilotos iniciantes.
Outro quesito a destacar nesse universo é o das dimensões mínimas do modelo, especialmente a reduzida altura do assento em relação ao solo, de 74,7 centímetros, item de grande importância para a sensação de segurança de motociclistas inexperientes.










