Uma possível greve dos metroviários de São Paulo pode afetar a circulação de trens a partir de quarta-feira (13/6), segundo informações divulgadas pelo sindicato da categoria nas redes sociais.
A paralisação ainda depende de uma assembleia decisiva, marcada para terça-feira (12/5), e, caso aprovada, deve começar à 0h do próprio dia 13.
De acordo com a publicação, a categoria afirma que a greve pode ser evitada caso haja avanço nas negociações com o governo estadual e a direção do Metrô.
Os trabalhadores cobram diálogo sobre pautas consideradas prioritárias, como condições de trabalho e direitos da categoria.
Reivindicações
Entre os principais pontos levantados está a ausência de concursos públicos há mais de uma década, o que, segundo os metroviários, contribuiu para a redução do quadro de funcionários.
A categoria afirma que, nesse período, o número de trabalhadores caiu significativamente, chegando a cerca de 5,6 mil funcionários distribuídos entre operação, manutenção, segurança e áreas administrativas.
Os metroviários também apontam impactos na assistência à saúde dos trabalhadores e alegam dificuldades na negociação de itens como igualdade salarial para funções equivalentes e participação nos resultados.
Outro argumento apresentado é que, apesar das reivindicações, o sistema mantém altos índices de aprovação entre os passageiros. Segundo dados citados pela categoria, uma pesquisa de satisfação de 2025 indica que 76,3% dos usuários avaliam o serviço como bom ou muito bom.
Até o momento, nem o Governo de São Paulo nem a direção do Metrô se manifestaram oficialmente sobre as reivindicações ou sobre a possibilidade de paralisação.
