Elaborado por 45 cientistas de 25 instituições, o sumário Restauração de Paisagens e Ecossistemas sugere que o reflorestamento de áreas degradadas na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica poderia gerar dois milhões de empregos diretos. Lançado pela Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos e pelo Instituto Internacional para Sustentabilidade, o documento cita que o Brasil perdeu 70 milhões de hectares de vegetação nativa nos últimos 30 anos em decorrência de desmatamento e queimadas e pontua que a maior parte dessa mata perdida virou terras abandonadas, mal utilizadas, em processo de erosão e que pouco agregam ao País.
O documento elaborado pelos pesquisadores estima a criação de 200 empregos diretos a cada mil hectares em restauração. Esses empregos teriam caráter social importante, na medida em que exigem pouca qualificação, servindo à coleta de sementes, produção de mudas, plantio e manutenção. Assim, projeta-se que perto 200 mil vagas/ano possam ser geradas até 2030.
As entidades que assinam o documento ressaltam que essa política pública promoveria um ganha-ganha. A agricultura se beneficiaria com a maior oferta de insetos polinizadores, que aumentam a produtividade das culturas agrícolas brasileiras em até 90%. O setor também se favoreceria com a ampliação na oferta de produtos madeireiros e exploração sustentável de frutos e bioativos da vegetação nativa. O documento cita que a ONU declarou o período entre 2021 e 2030 como a Década da Restauração de Ecossistemas e lembra o compromisso assumido pelo Brasil de recuperar 12 milhões de hectares de matas até 2030. Isso permitiria sequestrar 1,39 megatonelada de dióxido de carbono (CO2) da atmosfera, ajudando a mitigar efeitos das mudanças climáticas que, se não forem combatidos já, levarão à perda de produtividade agrícola, com prejuízos à economia do País.
O sumário foi lançado em 23 de agosto, no Museu do Meio Ambiente do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.
Terra livre de…
Terminou no domingo (1º) a 18ª Jornada de Agroecologia, que aconteceu em Curitiba de 29 de agosto a 1º de setembro. O lema deste ano foi: Terra Livre de Transgênicos e Sem Agrotóxicos!.
…agrotóxicos.
Durante o evento, foi apresentada a versão em português do relatório Lucros Altamente Perigosos, elaborado pela ONG suíça Public Eye. O lançamento do documento aconteceu durante a aula pública “O Envenenamento do Povo Brasileiro – Impactos dos Agrotóxicos à Saúde”. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, utilizando um quinto de todo veneno agrícola aplicado por ano no Planeta.
Índios e quilombolas.
Com o lema “Vida em primeiro lugar! Lutamos por direitos, justiça e liberdade!” acontece no próximo sábado a 25ª edição do Grito dos Excluídos. O encontro é promovido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e acontece em várias cidades de todo o País.
Maior pizza do Brasil…
A maior pizza do Brasil foi servida no último dia 28, em Esteio, no Rio Grande do Sul. A iguaria pesava 160 quilos, media três metros de comprimento e 46 centímetros de diâmetro. No total, 15 pizzaiolos participaram do preparo e foram servidos 1.200 pedaços.
…rendeu 1.200 pedaços.
A iniciativa foi patrocinada pela Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul e o objetivo era demonstrar a qualidade dos produtos lácteos gaúchos. A pizza foi servida durante a 42ª Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil.
Filosoia do campo:
“No começo, pensei que lutava para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a Floresta Amazônica. Agora, percebo que estou lutando pela humanidade”, Chico Mendes (1944-1988).