Exposição no Museu Florestal une ciência, meio ambiente e arte

O funcionamento é de quarta a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 16h, e excepcionalmente nos fins de semana e feriados, segundo a programação Da Reportagem De São Paulo

Permanece em cartaz no Museu Florestal Octávio Vecchi, na Capital, a exposição Madeira: Ciência e Arte – Gravura e Botânica. A mostra, aberta em 9 de novembro, é resultado de uma pesquisa com a madeira de diversas espécies brasileiras, a maioria amazônica, e que envolveu diversos parceiros. A exposição poderá ser visitada até o fim de janeiro.

O Museu Florestal fica no Parque Estadual Alberto Löfgren, na rua do Horto, 93. O funcionamento é de quarta a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 16h, e excepcionalmente nos fins de semana e feriados, segundo a programação.

O projeto teve início com a pesquisa do artista José Milton Turcato sobre madeiras nativas alternativas em substituição às que eram usadas no Brasil para a arte da xilogravura e que hoje se encontram proibidas ou controladas na extração e comercialização.

A exposição apresenta amostras das madeiras utilizadas na pesquisa feita pelos artistas, matrizes de xilogravuras e as próprias gravuras. Também fazem parte da mostra fotografias microscópicas de madeira, de autoria dos biólogos Peter Stoltenborg Groenendyk, professor da Unicamp, e Alexandre Bahia Gontijo, do SFB.

O museu tem uma relação marcante com a xilografia e conta com um rico acervo de matrizes. Historicamente, o Serviço Florestal do Estado de São Paulo (atual Instituto Florestal) abrigou a Escola de Xilografia do Horto entre os anos de 1940 e 1950. O professor era o alemão Adolph Köhler, que encontrou no guatambu-rosa o melhor substituto ao buxo (Buxus sempervirens), que se usava Europa para a técnica da xilogravura de topo.