Um protesto interditou parcialmente a Marginal Tietê, no sentido Castelo Branco, na altura da Ponte Freguesia do Ó, em São Paulo, no fim da tarde desta sexta-feira (8/5).
Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a manifestação ocupava as faixas da direita da pista local cerca de 100 metros após a ponte, por volta das 17h05.
O ato foi realizado após a morte de Gabriel Damaceno Silva, de 18 anos, vítima de atropelamento. Manifestantes bloquearam parte da via e queimaram objetos para pedir justiça e cobrar uma investigação mais rigorosa sobre o caso.
Morte de jovem
De acordo com manifestantes, o motorista envolvido no atropelamento estaria embriagado no momento da ocorrência. Os participantes também afirmam que o suspeito chegou a ser detido, mas acabou liberado posteriormente, o que aumentou a indignação entre familiares, amigos e moradores da região.
Os participantes questionam ainda o enquadramento do caso, que, segundo eles, teria sido tratado como lesão corporal, e não como homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte ao dirigir sob efeito de álcool.
Aproximadamente as 17h57, a pista estava liberada, conforme informações da CET.
Como fica o trânsito
A Polícia Militar acompanha a manifestação e negociou a liberação parcial da pista para reduzir os impactos no trânsito. Durante o ato, policiais orientaram os participantes a deixarem ao menos uma faixa livre para circulação de veículos.
Em entrevista ao programa Brasil Urgente, o capitão Anderson Reis, da Polícia Militar, afirmou que equipes do policiamento de trânsito e da Força Tática foram acionadas para monitorar a situação e preservar a ordem pública.
“O direito à manifestação é garantido, desde que não impeça a liberdade de ir e vir e o deslocamento de veículos de emergência”, afirmou o policial.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda apura as circunstâncias do atropelamento e as informações relacionadas à possível liberação do motorista envolvido no caso.
