Protestos em universidades públicas reúnem milhares em SP e 1 milhão na Argentina

Atos no exteiorocorrem em momento delicado para Milei; estudantes de SP também protestam contra precarização universitária

Protesto mirou as mudanças de Milei nas universidades públicas

Protesto mirou as mudanças de Milei nas universidades públicas | Reprodução

Cerca de 1 milhão de argentinos protestaram nesta terça-feira (12/5) pelas ruas das principais cidades do país para exigir que o presidente Javier Milei reverta os cortes que aplicou ao orçamento das universidades públicas.

Os atos ocorreram em um momento delicado para o governo. A popularidade despencou nos últimos meses em meio a dificuldades econômicas e alegações de corrupção.

Apesar disso, o subsecretario de Políticas Universitárias, Alejandro Álvarez, disse nesta quarta (13/5) que as manifestações não mudarão as mudanças no sistema mesmo se reunirem “100 mil pessoas, um milhão ou cinco milhões”.

Em Buenos Aires, estudantes, professores, pesquisadores, sindicalistas e líderes da oposição participaram da manifestação, que terminou na Plaza de Mayo, em frente à Casa do Governo.

Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023, a situação das universidades públicas se agravou, atingindo o menor nível de investimento da história do país.

A pressão social levou o Congresso a aprovar leis que obrigam o governo a repassar os recursos necessários para o financiamento das universidades. Só Milei se recusa a cumprir as medidas, alegando que a manutenção do superávit fiscal é prioridade.

Greve dos estudantes em São Paulo

A greve estudantil nas universidades estaduais paulistas passou a envolver nesta semana unidades da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O movimento, iniciado em abril pela USP, afirma que há precarização na universidade, como nas condições de permanência estudantil, problemas estruturais nos campi e falta de diálogo das reitorias com a comunidade acadêmica.

Os alunos acusam a Polícia Militar de desocupar a reitoria da USP no fim de semana com violência. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a PM agiu “dentro da legalidade”.

Os estudantes, então, resolveram fazer um protesto na Praça da República, no centro da Capital, na segunda (11/5).Vereadores e influenciadores de direita foram ao local, e houve contronto físico, com acusações mútuas.