O número de brasileiros que passam mais de dois anos procurando emprego caiu ao menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14/5) pelo IBGE.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, o Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 1,089 milhão de pessoas desempregadas há dois anos ou mais, uma queda de 21,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado representa uma redução expressiva frente aos números registrados durante a pandemia. Em 2021, auge da crise provocada pela Covid-19, o Brasil chegou a ter 3,5 milhões de pessoas nessa situação.
Mercado de trabalho mais dinâmico
Os dados também apontam redução nas demais faixas de tempo de procura por emprego. Entre as pessoas que buscavam trabalho há mais de um mês e menos de um ano, o contingente caiu para 3,38 milhões, recuo de 9,9% na comparação anual. Já o grupo que procurava vaga entre um e dois anos somou 718 mil pessoas, queda de 9%.
A única faixa que não registrou mínima histórica foi a de brasileiros procurando emprego há menos de um mês. Ainda assim, o número também recuou e ficou em cerca de 1,4 milhão de pessoas, 14,7% abaixo do registrado em 2025.
O levantamento acompanha a recente divulgação da taxa de desemprego no país, que ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, o menor índice da série histórica da pesquisa.
O IBGE, no entanto, destaca que a melhora nos indicadores não significa necessariamente avanço na qualidade das vagas abertas, já que parte da redução do desemprego também está ligada ao crescimento do trabalho informal e por conta própria.
Segundo a pesquisa, o Brasil tinha 25,9 milhões de trabalhadores por conta própria no início deste ano, o equivalente a 25,5% da população ocupada. Em 2012, eram 20,1 milhões nessa condição.
Para o instituto, o avanço do empreendedorismo e das atividades autônomas também contribuiu para reduzir o tempo de permanência no desemprego no país.
