Nem parece São Paulo: Conheça a reserva de Mata Atlântica que ocupa 28% da capital

Localizado a apenas 30 km do centro, o cinturão verde de Parelheiros e Marsilac oferece de rafting a turismo indígena para quem quer fugir do caos sem sair de SP

Com 400 km², o Polo de Ecoturismo de Parelheiros e Marsilac esconde cachoeiras, trilhas e um dos maiores santuários de aves da América Latina

Com 400 km², o Polo de Ecoturismo de Parelheiros e Marsilac esconde cachoeiras, trilhas e um dos maiores santuários de aves da América Latina | Divulgação: SP Turis e Polo de Ecoturismo de SP

Quem olha para os arranha-céus da Avenida Paulista raramente imagina que 28% de todo o território da capital é ocupado por um Polo de Ecoturismo. 

Localizado no extremo sul da metrópole, abrangendo os distritos de Parelheiros, Marsilac e parte do Grajaú, esse cinturão verde de 400 km² tornou-se o principal destino para quem busca o birdwatching (observação de aves) sem sair da cidade.

Ocupando uma área estratégica para o abastecimento de água e regulação térmica da região metropolitana — onde estão as represas Billings e Guarapiranga —, o Polo é um remanescente vital da Mata Atlântica.

É ali que entusiastas, pesquisadores e famílias encontram o cenário ideal para desconectar da rotina urbana.

Onde o olhar alcança: os “hotspots” da biodiversidade

O grande destaque para os observadores é o Sítio Curucutu, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) que abriga mais de 200 espécies de aves registradas. 

Além dos pássaros, a sorte pode brindar o visitante com a visão de antas e veados que circulam pela mata preservada.

A experiência de observação pode ser feita individualmente ou em grupos e deve ser agendada previamente com os gestores dos locais ou através dos canais de atendimento do Polo de Ecoturismo. 

Outros pontos de destaque incluem o Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleo Curucutu) e diversos Parques Naturais Municipais da região.

Além dos binóculos: cultura e aventura

O Polo de Ecoturismo de São Paulo não se limita apenas à contemplação. A região é dividida em sete circuitos principais (como Jaceguava, Bororé e Marsilac) que oferecem uma infraestrutura completa de lazer.

Para quem busca uma imersão cultural, é possível realizar roteiros guiados para conhecer o estilo de vida dos povos originários Guarani Mbya. 

Já para os aventureiros, o cardápio de atividades inclui rafting, rapel, tirolesa, cavalgadas e trilhas de bicicleta. 

O Sítio Curucutu, por exemplo, ainda oferece experiências de camping, turismo pedagógico e visitas a áreas de agricultura orgânica e criação de abelhas.

Avistar Brasil 2026: o encontro da conservação

O potencial da região será vitrine durante o Avistar Brasil 2026, o maior encontro de observação de aves da América Latina, que ocorre entre 15 e 17 de maio no Jardim Botânico. 

O evento, que reúne desde especialistas a curiosos, culminará em uma “passarinhada” especial pelo Polo de Ecoturismo no dia 18 de maio, reforçando a importância da cidade no mapa do turismo de natureza.

Serviço: Como explorar o Polo

A cerca de 30 km do centro, o acesso principal é feito pela Avenida Senador Teotônio Vilela.

  • De carro: O trajeto passa pela Ponte do Socorro e margeia a represa Guarapiranga. Recomenda-se uma parada na Central de Informações Turísticas (CIT) próxima ao portal de Parelheiros para orientações, já que alguns acessos são por estradas de terra.
  • De transporte público: O visitante pode buscar informações nos postos de atendimento localizados em frente ao terminal de ônibus Varginha ou na Estação Varginha (Linha 9-Esmeralda).
  • Agendamento: É essencial entrar em contato com o Polo de Ecoturismo via site, telefone ou redes sociais para garantir visitas guiadas e acesso aos atrativos.