Receita mira R$ 300 milhões em contrabando em shoppings no Brás

Com mais de duas mil lojas fechadas, a fiscalização ganha reforço no efetivo nesta terça-feira (19/5)

Lojistas só terão a mercadoria liberada após apresentar a documentação legal

Lojistas só terão a mercadoria liberada após apresentar a documentação legal | Reprodução/TV Globo

Cerca de R$ 300 milhões em mercadorias falsificadas, contrabandeadas ou sem nota fiscal devem ser apreendidas pela Receita Federal nos dois shoppings na região do Brás, região central de São Paulo.

O Shopping 25 Brás e o Stunt, fechados nesta segunda-feira (18/5), durante uma megaoperação, possuem cerca de duas mil lojas juntos.

De acordo com a Receita Federal, os shoppings ficarão interditados por pelo menos duas semanas para que os auditores possam averiguar os itens em situação irregular.

A proximidade da Copa do Mundo teria motivado a operação.

Além das camisetas de seleções, foram encontradas camisetas de clubes, artigos esportivos e calçados, além de cigarros eletrônicos e perfumes.

Cerca de 95 servidores da Receita participaram do primeiro dia da operação, buscando mercadorias estrangeiras sem controle de nota fiscal, que pode configurar crimes de contrabando.

Nesta terça-feira (19/5), um número maior de servidores deve participar da fiscalização.

Sobre a operação

Segundo a Receita Federal, a região central da capital paulista está entre os principais pontos de distribuição de mercadorias irregulares no Brasil.

O órgão informou que parte dos produtos comercializados no Brás também é enviada para outros estados.

A Receita destacou ainda que a venda de itens sem regularização pode envolver práticas como sonegação fiscal e concorrência desleal com o comércio formal.

O órgão também aponta possíveis ligações com crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e trabalho análogo à escravidão, além de risos à saúde pública pela ausência de fiscalização sobre os produtos.

De acordo com a operação, comerciantes que apresentarem notas fiscais e documentos que comprovem a regularidade das mercadorias poderão ter os itens liberados.

Já os produtos sem comprovação serão apreendidos, embora os lojistas ainda possam apresentar a documentação posteriormente para solicitar a devolução.

As apreensões devem ocorrer de forma gradual ao longo das próximas duas semanas.