A Defesa Civil do Estado de São Paulo intensificou as ações de prevenção e combate a queimadas para o período de estiagem de 2026, que se estende tradicionalmente entre os meses de junho e outubro e é considerado o mais crítico para a ocorrência de incêndios florestais.
De acordo com o órgão, as medidas foram reforçadas após a seca histórica registrada em 2024, quando mais de 8 mil focos de incêndio foram contabilizados em todo o estado.
A estratégia deste ano inclui ampliação do monitoramento climático, integração entre órgãos públicos e fortalecimento do suporte aos municípios.
Iniciativas adotadas
Entre as iniciativas adotadas estão a atuação conjunta da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, secretarias estaduais e forças de segurança para agilizar a resposta às ocorrências e reduzir os impactos ambientais causados pelo fogo.
Uma das novidades da temporada é o programa Muralha do Fogo, que utilizará câmeras instaladas em rodovias estaduais para identificar focos de incêndio de forma mais rápida.
O sistema permitirá o acompanhamento das ocorrências em tempo real, facilitando o deslocamento das equipes antes que as chamas se espalhem por grandes áreas.
Outra frente de atuação envolve a realização de queimadas controladas em áreas de Cerrado localizadas em Unidades de Conservação estaduais.
Segundo a Defesa Civil, a Fundação Florestal recebeu autorização para executar o manejo preventivo em 22 áreas, totalizando mais de 507 hectares.
A expectativa do governo estadual é reduzir o número de incêndios de grandes proporções durante os meses mais secos do ano, período em que a baixa umidade do ar e a escassez de chuvas aumentam significativamente o risco de queimadas em áreas urbanas e rurais.
