São Paulo reforça combate a queimadas e lança monitoramento por câmeras nas rodovias

De acordo com o órgão, as medidas foram reforçadas após a seca histórica registrada em 2024

Substâncias muito perigosas para a saúde humana e animal são liberadas nas queimadas. As doenças causadas podem ser desde respiratórias ou até em outros setores. Quanto mais próxima de pessoas que estiverem no centro de queima, maior o risco de inalação - (Paulo Pinto/Agência Brasil)

Estratégia deste ano inclui ampliação do monitoramento climático/

A Defesa Civil do Estado de São Paulo intensificou as ações de prevenção e combate a queimadas para o período de estiagem de 2026, que se estende tradicionalmente entre os meses de junho e outubro e é considerado o mais crítico para a ocorrência de incêndios florestais.

De acordo com o órgão, as medidas foram reforçadas após a seca histórica registrada em 2024, quando mais de 8 mil focos de incêndio foram contabilizados em todo o estado.

A estratégia deste ano inclui ampliação do monitoramento climático, integração entre órgãos públicos e fortalecimento do suporte aos municípios.

Iniciativas adotadas

Entre as iniciativas adotadas estão a atuação conjunta da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, secretarias estaduais e forças de segurança para agilizar a resposta às ocorrências e reduzir os impactos ambientais causados pelo fogo.

Uma das novidades da temporada é o programa Muralha do Fogo, que utilizará câmeras instaladas em rodovias estaduais para identificar focos de incêndio de forma mais rápida.

O sistema permitirá o acompanhamento das ocorrências em tempo real, facilitando o deslocamento das equipes antes que as chamas se espalhem por grandes áreas.

Outra frente de atuação envolve a realização de queimadas controladas em áreas de Cerrado localizadas em Unidades de Conservação estaduais.

Segundo a Defesa Civil, a Fundação Florestal recebeu autorização para executar o manejo preventivo em 22 áreas, totalizando mais de 507 hectares.

A expectativa do governo estadual é reduzir o número de incêndios de grandes proporções durante os meses mais secos do ano, período em que a baixa umidade do ar e a escassez de chuvas aumentam significativamente o risco de queimadas em áreas urbanas e rurais.