A Polícia Civil do Ceará indiciou três pessoas pelo desabamento do edifício Andrea, ocorrido em 15 de outubro de 2019 em Fortaleza. Nove pessoas morreram e outras sete foram resgatadas com vida após a queda do prédio de sete andares no bairro Dionísio Torres, região nobre da capital cearense.
O inquérito demorou mais de três meses para ficar pronto e ouviu 40 testemunhas.
Os engenheiros José Andreson Gonzaga dos Santos e Carlos Alberto Loss de Oliveira e o pedreiro Amauri Pereira de Souza foram indiciados, segundo o inquérito, porque a intervenção que fizeram em colunas do edifício no dia anterior e no dia do desabamento podem ter sido determinantes para a queda. Imagens feitas por câmeras de segurança mostram que a reforma estava em andamento minutos antes de o prédio cair. Eles podem responder por “provocar o desabamento de construção, ou por erro no projeto ou na execução” e “por causar desmoronamento ou desabamento” com mortes.
Procurado pela reportagem, o advogado Brenno Almeida, que representa os três indiciados, disse que só vai comentar o caso quando tiver acesso aos laudos. Em dezembro o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), anunciou que o terreno onde ficava o edifício Andrea será desapropriado e no local será construída uma unidade do Corpo de Bombeiros.
