Mãe denuncia transferência de filho autista e supervisor é afastado

Mãe relata trauma após conselho escolar decidir pela saída compulsória de criança com transtornos do neurodesenvolvimento no ABC Paulista

Escola Esradual Professor Mário Leandro, em Ribeirão Pires /Nea Gracio/ wikimedia commons

A mãe de um aluno de 9 anos diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) denunciou que o filho foi submetido a uma transferência compulsória de uma escola estadual em Ribeirão Pires.

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Segundo ela, a decisão ocorreu após uma reunião em que pais e responsáveis teriam participado de uma votação sobre a permanência da criança na Escola Estadual Professor Mário Leandro.

Em nota à Gazeta, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) informou que, após uma apuração administrativa de conduta, “o supervisor responsável pela unidade foi afastado de suas atribuições junto à escola e não acompanha mais a unidade escolar”.

A pasta não detalhou quais fatos motivaram a medida.

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Segundo o relato da mãe, Andreia, a direção da escola também teria ameaçado acionar a polícia para conter o menino durante episódios de crise.

A responsável afirma que a situação causou um forte abalo emocional na criança.

De acordo com a denúncia, o estudante ficou cerca de dez dias sem se alimentar adequadamente após o episódio. A mãe afirma ainda que o filho apresentou sinais de depressão depois da transferência.

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Diante da situação, a família registrou um boletim de ocorrência.

A responsável questiona a legalidade da medida adotada pela escola e a participação de outros pais em uma decisão envolvendo a permanência do filho na unidade.

Seduc diz que aluno continua matriculado na rede

Em nota à Gazeta, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Mauá informou que o estudante está matriculado em outra escola da rede estadual.

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Segundo a secretaria, ele continua recebendo acompanhamento de Professor Auxiliar.

A Seduc afirmou que a transferência cautelar foi deliberada pelo Conselho de Escola. Ainda de acordo com a pasta, a medida “não implica qualquer restrição ao seu direito constitucional à educação”.

A secretaria também negou que a Ronda Escolar tenha sido acionada para lidar com o comportamento do aluno.

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“Em nenhum momento, houve acionamento da Ronda Escolar para o manejo comportamental do estudante”, informou.

Segundo a nota, a equipe gestora realizou diversas reuniões com a responsável pela criança.

Os encontros contaram com a participação do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e do Conselho Tutelar.

A Seduc reforçou ainda que mantém o compromisso com a promoção de políticas públicas inclusivas e com o atendimento aos estudantes elegíveis aos serviços da educação especial.

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Segundo a pasta, o objetivo é assegurar o acesso, a permanência e o desenvolvimento de todos os alunos na rede estadual de ensino.