Além do Haiti: veja seleções que tiveram suas camisas barradas pela FIFA

Nem toda camisa criada para marcar época chegou intacta aos gramados. Algumas precisaram ser alteradas após intervenção da FIFA

Entre inovação, identidade e controvérsia, algumas camisas acabaram ficando mais famosas após serem barradas pela FIFA (Divulgação: Saeta)

Entre inovação, identidade e controvérsia, algumas camisas acabaram ficando mais famosas após serem barradas pela FIFA (Divulgação: Saeta)

Nem toda camisa de futebol que faz sucesso entre os torcedores consegue passar pela FIFA. Algumas seleções chamaram atenção com uniformes muito ousados, cheios de simbolismo ou inovadores demais. O caso mais recente envolve o Haiti, mas outras seleções também tiveram seus uniformes barrados.

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Quando a FIFA decide barrar ou exigir alterações em uma camisa, a polêmica é inevitável. Foi exatamente isso que aconteceu com a seleção do Haiti às vésperas da Copa do Mundo de 2026.

Polêmica do uniforme do Haiti

A FIFA solicitou alterações na camisa do Haiti para a Copa do Mundo de 2026 após ver alguns elementos que poderiam ser interpretados como uma mensagem política.

Segundo a fornecedora do uniforme, Saeta, ele havia sido criado para homenagear a história e o povo haitiano, sem qualquer intenção política.

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O principal elemento apontado foi uma ilustração inspirada na Batalha de Vertières, confronto considerado decisivo para a independência do Haiti em relação à França no início do século XIX. A fornecedora afirmou que atendeu às exigências da FIFA e realizou as mudanças solicitadas.

Camarões 2002: a camisa sem mangas

O uniforme utilizado por Camarões na Copa Africana de Nações de 2002, desenvolvida pela Puma, abandonou as mangas tradicionais e tinha aparência semelhante a uma regata.

O modelo inédito chamou atenção imediatamente e virou um sucesso entre os fãs. O problema é que a FIFA considerou que aquilo não atendia à definição oficial de camisa prevista em seu regulamento.

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Como consequência, a seleção foi obrigada a adicionar mangas pretas ao uniforme quando disputou a Copa do Mundo daquele mesmo ano.

Camarões 2004: uniforme de peça única

Se a polêmica de 2002 não foi suficiente, Camarões conseguiu ir ainda mais longe dois anos depois. Em 2004, a Puma apresentou um uniforme revolucionário: camisa e calção formavam uma única peça, semelhante a um macacão esportivo.

A entidade argumentou que as regras determinavam que o equipamento dos jogadores deveria ser composto por camisa e shorts separados. O uniforme foi considerado irregular, gerando multa e punições esportivas à federação camaronesa.

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Bélgica e o veto à mensagem “Love”

Antes da Copa do Mundo de 2022, a Bélgica lançou um uniforme alternativo que trazia a palavra “Love” na parte interna da gola, em referência a uma campanha de diversidade e inclusão associada a comunidade LGBTQIA+.

A FIFA considerou que o detalhe não poderia ser utilizado durante a competição e exigiu sua remoção. O caso virou assunto internacional porque aconteceu em meio às discussões sobre direitos humanos e manifestações simbólicas durante o Mundial do Catar.

Inglaterra e a braçadeira que nunca entrou em campo

Embora não tenha sido exatamente uma camisa, um dos casos mais famosos envolvendo interferência da FIFA aconteceu com a seleção da Inglaterra em 2022.

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O capitão inglês pretendia usar a braçadeira “OneLove”, criada para promover mensagens de inclusão e combate à discriminação LGBTQ+.

A FIFA informou que jogadores que utilizassem o acessório poderiam ser punidos esportivamente, incluindo a possibilidade de receber cartão amarelo antes mesmo do início da partida. Diante da ameaça, a Inglaterra e outras seleções europeias desistiram da iniciativa.

Por que a FIFA costuma barrar uniformes?

As regras da FIFA são bastante rígidas quando o assunto é equipamento esportivo.

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Entre os principais motivos que podem levar ao veto de uma camisa estão:

  • Mensagens políticas;
  • Referências religiosas;
  • Conteúdo considerado ofensivo;
  • Alterações que não respeitem o regulamento técnico;
  • Elementos comerciais não autorizados;
  • Mudanças estruturais no uniforme tradicional.

A justificativa da entidade é preservar a neutralidade das competições e garantir que todas as seleções sigam os mesmos padrões.