Durante décadas, o destino de um submarino americano desaparecido na Segunda Guerra Mundial permaneceu envolto em mistério. Agora, mais de 80 anos depois, uma descoberta impressionante trouxe respostas para uma das histórias mais intrigantes do conflito.
A Marinha dos Estados Unidos confirmou a identificação do USS Herring (SS-233), submarino perdido em combate em junho de 1944. O local onde a embarcação repousa foi finalmente reconhecido após anos de pesquisas e análises realizadas por especialistas internacionais.
A descoberta impressiona não apenas pelo tempo que o submarino permaneceu perdido, mas também pelo avanço da tecnologia que permitiu identificar a estrutura praticamente intacta após 82 anos.
Submarino USS Herring
O USS Herring era um dos submarinos mais ativos da frota americana durante a Segunda Guerra Mundial. Lançado ao mar em 1942, ele participou de operações tanto no Oceano Atlântico quanto no Pacífico, acumulando uma série de missões estratégicas contra embarcações inimigas.

Antes de desaparecer, a embarcação havia completado oito patrulhas de guerra. Seu último contato ocorreu em 31 de maio de 1944, próximo às Ilhas Curilas, arquipélago localizado entre o Japão e a Rússia.
Poucas horas depois, registros militares japoneses relataram que um submarino havia sido atingido por baterias costeiras enquanto operava na região. Desde então, acreditava-se que aquele poderia ter sido o USS Herring, mas faltavam provas definitivas.
Marcas da batalha ainda são visíveis
Um dos elementos que ajudaram na confirmação foi a presença de danos visíveis na torre de comando do submarino.
As avarias observadas pelos arqueólogos submarinos coincidem com os relatos históricos japoneses que mencionavam dois impactos diretos disparados por baterias costeiras. Também foram identificados sinais de encalhe na parte frontal da embarcação.
Esses detalhes reforçaram a ligação entre o naufrágio encontrado e os documentos militares produzidos durante a guerra.
Os 83 tripulantes que nunca voltaram
Quando o USS Herring afundou, os 83 marinheiros que estavam a bordo perderam a vida. Nenhum deles sobreviveu ao ataque. Por esse motivo, a embarcação é considerada oficialmente um túmulo de guerra.
A legislação americana protege o local contra qualquer atividade invasiva, garantindo respeito à memória dos tripulantes que morreram durante o conflito.



