Temer se apresenta a PF e é preso

EX-PRESIDENTE. A revogação da liminar que havia suspendido a prisão preventiva de Michel Temer foi definida por 2 votos a 1

Temer partiu em um carro, no Alto de Pinheiros, e seguiu rumo à sede da PF, no bairro da Lapa

Temer partiu em um carro, no Alto de Pinheiros, e seguiu rumo à sede da PF, no bairro da Lapa | /Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress

O ex-presidente Michel Temer (MDB) se entregou na tarde desta quinta-feira na superintendência da Polícia Federal em São Paulo para o cumprimento da prisão preventiva no âmbito da Operação Descontaminação, braço da Lava Jato no Rio de Janeiro. O emedebista partiu em um carro, de sua residência, no bairro de Alto de Pinheiros, zona oeste, e seguiu rumo à sede da PF em São Paulo, na Lapa, zona oeste da capital paulista. Pouco antes da partida, chegou à casa o advogado do ex-presidente, Eduardo Carnelós.

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Seus advogados pediram para que ele fique em uma Sala de Estado Maior no Quartel General da Polícia Militar, na cidade de São Paulo. A juíza substituta da 7ª Vara do Rio de Janeiro, Caroline Figueiredo, havia dado até 17h para que o emedebista se entregasse e encaminhou o pleito sobre o local da prisão à PF e ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

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A defesa do ex-presidente apresentou na tarde desta quinta-feira um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. A relatoria do processo no STJ ainda não foi definida, mas há uma expectativa de que o habeas corpus seja encaminhado para o ministro Antonio Saldanha, segundo apurou o jornal “O Estado de S. Paulo”.

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A revogação da liminar que havia suspendido a prisão preventiva foi definida por 2 votos a 1 da turma de desembargadores. No julgamento, foram analisados a liminar concedida por Athié em março e o pedido, feito pelo Ministério Público Federal, para que a prisão fosse restabelecida. Athié, o relator, votou pela manutenção da liberdade dos dois, mas o desembargador Abel Gomes, que é o presidente da turma, votou pela prisão. Paulo Espírito Santo acompanhou o voto de Gomes.

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“Tudo aqui, desde o início, tem rabo de jacaré, pele de jacaré e boca de jacaré. Não pode ser um coelho branco”, disse o desembargador Abel Gomes, ao votar pelo retorno de Temer e do coronel Lima à prisão da Lava Jato.

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“Concedo a oportunidade de se apresentarem espontaneamente à Autoridade Policial Federal mais próxima dos seus domicílios até às 17:00 horas de hoje. Decorrido in albis esse prazo, determino que os mandados de prisão sejam imediatamente cumpridos pela Polícia Federal, atentando-se, quanto ao uso de algemas, para o disposto na Súmula Vinculante 11 do Supremo Tribunal Federal”, escreveu o desembargador Abel Gomes.

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A juíza Caroline Figueiredo pede ainda em seu despacho uma consulta ao TRF2 e à Polícia Federal em São Paulo acerca da possibilidade de manter o ex-presidente preso em São Paulo, local de sua residência, com base no que dispõe o artigo 103 da Lei de Execução Penal, que trata da permanência do preso em local próximo ao seu meio social e familiar.

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O emedebista pediu para ficar em uma Sala de Estado Maior no Quartel General da Polícia Militar na cidade de São Paulo.

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“Caso haja autorização por parte da 1ª Turma Especializada do Eg. Tribunal Regional Federal da 2ª Região para o cumprimento da prisão preventiva no Estado de São Paulo, oficie-se à Superintendência da Polícia Federal de São Paulo para que informe se tem condições de custodiá-lo”, anotou.

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No mesmo despacho, a juíza pede também a prisão de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, que seria o operador do esquema. (EC)