Que tal um detox pós-Carnaval?

É hora de faxina: o corpo pede um tempo para se recompor depois das festas de Momo; além do descanso, alimentação mais saudável ajuda o organismo a eliminar as toxinas e funcionar normalmente

Especialistas e adeptos reforçam que a alimentação sem carne acaba influenciando diretamente na qualidade de vida

Especialistas e adeptos reforçam que a alimentação sem carne acaba influenciando diretamente na qualidade de vida | Anna Pelzer/Unsplash

Foram dias de folia, com alimentação irregular, pouca ingestão de água, muito suor e pouco descanso. Agora que o Carnaval passou, o corpo pede um tempo, e não é só de repouso. O organismo precisa se recuperar dos excessos, e um dos processos é eliminar as toxinas que ainda estão desfilando pela corrente sanguínea, no processo conhecido como desintoxicação.

“O corpo já faz esse processo naturalmente. O fígado, por exemplo, que é o principal órgão responsável pela desintoxicação, transforma as substâncias tóxicas em outras que podem sair pela urina, suor e lágrima. Mas, para isso, ele precisa de nutrientes”, explica Patrícia Oliveira, nutricionista clínica e esportiva da Nutripon.

Ou seja: podemos dar uma força ao corpo, por meio da alimentação, para ajudá-lo nesse processo. Assim, para não atrapalhar esse processo, a nutricionista aconselha adotar uma dieta mais natural, com pouco ou nenhum alimento muito processado, por até 15 dias. Evitar açúcar, refrigerantes, bebidas alcoólicas e café também faz parte da lista.

Nessa dieta detox, um dos itens fundamentais é a ingestão de líquidos e, embora a água deva ser o principal, pode-se abusar de outros que ajudam o corpo nessa faxina, como a água de coco, mas tem mais. “O chá verde tem substâncias antioxidantes que ajudam esse trabalho do fígado. Tem o de dente de leão, menta e camomila. É possível também colocar essas ervas na água fria, para beber água saborizada”, explica.

Algumas ervas, como alecrim e cúrcuma, além do gengibre, também podem ser utilizadas em sucos ou temperos – a propósito, caprichar no alho e na cebola é uma boa pedida. “Eles ajudam nesse processo de detox”.

Frutas vermelhas e arroxeadas, como morango, uva, açaí, acerola e amora, têm substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias. As oleaginosas, que são as castanhas, pistache, nozes e amêndoas, possuem selênio, zinco, magnésio e manganês – elas ajudam na limpeza do corpo. Raízes e tubérculos como a mandioca, mandioquinha e inhame também podem fazer parte desta dieta.

Outra cor de vegetal que é bem-vinda para a saúde são os alimentos verde-escuros, como agrião, couve e brócolis, além de raízes como nabo e rabanete. E não podemos deixar de fora o arroz integral, o cateto, e demais cereais integrais. Por outro lado, nesse período detox, Oliveira sugere evitar a ingestão de carne, tanto a vermelha quanto a de frango. Os peixes, com substâncias como ômega 3 e aminoácidos, que são anti-inflamatórios, podem entrar na lista – mesmo assim, com parcimônia. “É bom evitar as proteínas de origem animal nessa fase”.

Ou seja: a alimentação detox ajuda o corpo a jogar fora aquilo que faz mal. “Esses alimentos pegam todas as toxinas e transformam em substâncias fáceis de serem expelidas pelo corpo. As toxinas, para serem eliminadas, precisam estar solúveis em algum líquido para sair do corpo, e eles ajudam”, completa.