Em combate ao novo coronavírus, a Comissão Europeia (Executivo do bloco), enviou uma proposta de extensão do fechamento das fronteiras. A ideia é prorrogar a medida até o dia 15 de maio.
A comissão considera que “as medidas aplicadas para combater a propagação do vírus requerem mais de 30 dias para serem efetivas”.
A proposta da União Europeia deve ser aceita e aplicada pelos 31 países que adotaram a proibição em curso: os 27 países da UE, e outros 4 que integram a zona Schengen (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), espaço de livre circulação dentro do continente.
No momento, apenas cidadãos europeus, residentes e seus familiares diretos, profissionais de saúde ou de transporte, diplomatas, cientistas e pessoas em caso de emergência podem entrar nos países.
Com a prorrogação, pesquisadores, especialistas motoristas e trabalhadores agrícolas sazonais devem continuar com a entrada autorizada.
De acordo com a Comissão, como o objetivo é facilitar o trânsito dentro do continente, a medida só terá efeito se todos os países participarem.
No entanto, a União Europeia têm se preocupado com barreiras internas. “Precisamos atuar juntos nas fronteiras internas para garantir que nosso mercado interno continue funcionando adequadamente e que produtos vitais possam chegar ao seu destino sem demora”, disse a comissária para Assuntos Internos, Ylva Johansson.
Desde o início da restrição de viagens no começo de março, o tráfego aéreo foi muito reduzido, que chegou a zero. A redução também aconteceu em trens e ônibus.
Mesmo com diversas medidas para frear a proliferação do novo coronavírus, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, avalia que o risco de os sistemas de saúde esgotarem é alto.
