Lucas Correia de Oliveira, 19 anos, é funcionário de uma empresa de call center há um ano e cinco meses. Até algumas semanas atrás, ele atendia os clientes de uma operadora TV a cabo no escritório, que dividia com cerca de outros 500 operadores. Agora, trabalha sozinho da sala de casa. “Em casa é mais fácil porque a gente fica no conforto do lar. Mas, o sistema cai muito, o que dificulta bater as metas e ganhamos comissão por metas. Outro ponto negativo é que ficamos sem o suporte do supervisor”, relata.
A professora Mariana Carvalho, 45, é outra que teve que adotar o home office por conta da pandemia. Ela dá aulas de português, geografia e história aos alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental, de um colégio particular do Tatuapé, e apesar de nunca ter trabalhado com ensino a distância, aceitou o desafio.
“Eu leciono há 25 anos e o home office é uma novidade pra mim. Uma semana antes de acontecer essa loucura toda, a escola nos alertou que, talvez, fosse necessário trabalhar de casa. Pra mim, foi assustador. A faixa etária dos meus alunos é de 9, 10 anos e a gente não sabia como eles iriam reagir. Felizmente, pais e alunos se comprometeram e tudo tem dado certo. Eu monto as aulas em powerpoint e depois jogo em um aplicativo. Tenho procurado gravar vídeos de 15 minutos. Os primeiros, gravava até oito, nove vezes (…). Aprender a fazer vídeo, que precisa ser atrativo para chamar atenção dos alunos, tem sido um desafio. Tenho que pensar muito mais agora… Não somos obrigados a cumprir um horário, mas estamos trabalhando três vezes mais do que trabalhávamos normalmente.”