O volume de empresas buscando vender seus ativos em leilão aumentou cerca de 10% após a pandemia de coronavírus (Covid-19). A informação é da MaisAtivo, empresa de intermediação do Grupo Superbid.
De acordo com a empresa, a incerteza na economia, tem feito empresas de diferentes tamanhos buscarem bens desativados, sucateados, ou que seriam renovados, para disponibilizarem em leilões online. A medida seria uma forma de dar fôlego e liquidez ao caixa no atual momento.
“As negociações on-line há muito viraram alternativa ideal para as empresas encontrarem o comprador certo para seus ativos. Na crise, a busca ficou ainda maior”, ressalta o diretor da MaisAtivo, Paulo Scaff.
Scaff explica ainda que a desaceleração da economia faz com que algumas empresas fiquem mais flexíveis nos preços, estando dispostas a praticarem valores mais atraentes, garantindo assim boas oportunidades de negócios tanto para compradores, como para vendedores. “Quanto mais baixo fica o preço, mais agressivo os compradores se posicionam”, diz. Entretanto, lembra ele, é preciso disponibilizar os itens de forma estratégica.
“É necessário colocar a inteligência no processo de venda., agrupando os ativos em lotes a serem ofertados. É um dos fatores que diferencia as empresas operadoras de leilões de um simples anúncio nos classificados”, diz ele.
