Duas mulheres foram vítimas de cárcere privado cometido por seus companheiros nas últimas 24 horas em Caraguatatuba e Ubatuba, cidades do Litoral Norte. Uma criança também estava proibida de sair de casa. Elas foram resgatadas por policiais ambientais que faziam ondas pelos bairros.
A primeira ocorrência foi registrada na quarta-feira (15/04) no bairro Perequê Mirim, região sul de Caraguatatuba, quando os policiais ambientais do 3° Batalhão faziam patrulhamento pelas imediações e receberam uma denúncia anônima que um homem mantinha uma mulher em cárcere privado.
Eles foram até a casa e lá encontraram I. L. B. P., 21 anos, que chegou a negar a acusação. No entanto, quando os policiais foram ouvir sua companheira, D.G.L., 38 anos, ela confirmou que estava em cárcere privado e que era torturada e violentada. “Não aguento mais ser espancada e ter relações sexuais sem consentimento”, desabafou aos policiais, inclusive, mostrando manchas roxas pelo corpo.
Diante do que viram, os dois envolvidos foram levados para a Delegacia de Polícia e o acusado foi indiciado por crimes praticados nos artigos 148 (sequestro e cárcere privado), 129, parágrafo 9º (lesão corporal) e 213 (estupro), além da Lei Maria da Penha 11.340/06 (violência doméstica).
SEGUNDO RESGATE.
A segunda ocorrência foi nesta quinta-feira (16/04), desta vez no bairro Folha Seca, em Ubatuba. Ela também foi atendida por policiais ambientais do 3° Batalhão que patrulhavam pelo local quando avistaram um homem em atitude suspeita em frente à uma residência e teria fugido para o matagal ao avistar a viatura.
Neste momento, S.M.L. teria saído do imóvel e pedido socorro aos policiais. Ela teria contato que seu marido, J.L.R., que fugiu, a matinha, junto com a filha L.R., 5 anos, presas no interior da residência, proibindo qualquer contato com familiares.
De acordo a polícia, a vítima relatou que era ameaçada com uso de uma faca, além de ser agredida de formas física e verbal. Disse, também, que o acusado havia escondido seus documentos pessoais, celular e cartão de banco.
Ela foi orientada a pegar seus pertences e, junto com a filha, foi levada à Delegacia de Defesa da Mulher, onde foi constatado que já havia uma medida cautelar contra o acusado, por isso, foi registrado boletim por descumprimento da ordem judicial.
