USP abre plataforma para diagnosticar o novo coronavírus

Banco de imagens conta com 600 pacientes, e diversas entidades se comprometeram a cadastrar dados de outros pacientes

A recuperação dos pacientes foi confirmada pelo secretário de Saúde, Gustavo Barboni

A recuperação dos pacientes foi confirmada pelo secretário de Saúde, Gustavo Barboni | CDC/Unsplash

Nesta quarta-feira (22), o Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo) vai abrir um banco de imagens com dados de pacientes com suspeita ou que tenham tido a Covid-19. Com estes dados, os pesquisadores desenvolverão uma inteligência artificial para identificar outros casos e recomendar o melhor tratamento.

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O sistema tem como matéria-prima tomografias e raios-x. O presidente do InovcaHC (instituto de inovação do hospital), Giovanni Cerri, explica que a ferramenta ajudará no diagnóstico. “A ideia é que o algoritmo faça a identificação da infecção pelo novo coronavírus por reconhecimento de imagens já na triagem na unidade de saúde. A ferramenta vai classificar pacientes positivos para a Covid-19 e cruzar dados de sintomas, dados clínicos, fatores de risco e as imagens da tomografia e raio-X”, diz.

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Ele ainda complementa que a plataforma não substituirá os exames feitos com a saliva, mas aumentará a precisão do diagnóstico antes do teste ficar pronto. A ferramenta é colaborativa, ou seja, entidades e desenvolvedores que desejarem também podem se cadastrar na plataforma para adicionar imagens e usar os dados.

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A professora do Departamento de Radiologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da USP, Claudia Leite, afirma que a plataforma ainda pode identificar pacientes que podem ter uma piora no quadro. “Além da imagens, a plataforma terá dados clínicos como idade, sexo, comorbidades, teste positivo ou não para o novo coronavírus, se internado ou não, se está em uso de ventilação mecânica. Com isso, pretende-se entender melhor a doença e ajudar o médico a identificar quais pacientes podem ter uma piora na evolução do quadro”, afirma.

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O acesso pode ser feito por celulares ou tablets, ou conectado a aparelhos de tomografia e raio-x conectados à rede. O laudo criado pela inteligência artificial apontará o grau de comprometimento do pulmão e o grau de probabilidade de Covid-19, ajudando aqueles casos que ainda não tiveram o resultado do teste.

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O banco conta com imagens de 600 pacientes, mas outras entidades já se comprometeram a contribuir. Os hospitais Sírio-Libanês, InCor, Oswaldo Cruz, Samaritano (RJ), o laboratório Fleury, a Americas Serviços Médicos, a Amazon, a GE Healthcare, a Huawei, a Petrobras, o banco Itaú (Todos pela Saúde) e a consultoria Deloitte e o Banco Interamericano de Desenvolvimento também fazem parte desta iniciativa.

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Pelo estado, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e secretarias estaduais de desenvolvimento econômico e da saúde apoiam a ferramenta.