Um grupo de ambulantes de São Sebastião protestou, na manhã desta terça-feira (12), em frente à prefeitura. Eles foram pedir ajuda ao prefeito Felipe Augusto para o que consideram uma situação insustentável diante de tantos dias de quarentena por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
Primeiro, os manifestantes foram à Câmara Municipal pedir apoio dos vereadores para que atuem junto à prefeitura no sentido de conseguir a isenção o pagamento da taxa anual e também o recebimento de um auxílio emergencial.
“Nós não podemos trabalhar, mas todo final de semana as praias estão cheias de turistas e veranistas”, lamenta um ambulante que preferiu não se identificar.
Segundo ele, são cerca de 3 mil ambulantes que se encontram nessa situação. “Sabemos que é preciso ficar e casa, mas só cobramos uma ajuda, um auxílio por parte do prefeito Felipe Augusto porque ninguém mais tá aguentando essa situação”, completou.
De acordo com a Prefeitura de São Sebastião, o município conta com um Comitê de Estudo e Gestão de Reabertura da Economia de São Sebastião, formado por representantes de vários setores como Turismo Esporte, Associação Comercial, Ordem dos Advogados do Brasil e da própria administração e, nesta semana, elaborou o questionário ‘Pesquisa do Comitê de Gestão e Estudo da Reabertura Gradual da Economia no Município de São Sebastião – São Paulo’.
O objetivo é obter dados para que se façam reuniões virtuais e proponham ações que ajudem os empresários do município. Para isso, comerciantes e empresários de diversos setores, inclusive, autônomos, informais e ambulantes devem acessar o link https://forms.gle/8Vgn5txgGhKavP8g6 e responder questionamentos relacionados as características de cada estabelecimento comercial que vão ampliar as análises técnicas para a reabertura gradual do comércio sebastianense.
“Nossa proposta é conhecer a dificuldade de cada segmento e ter um diagnóstico real da nossa economia. Com esses dados podemos planejar as ações do comitê e conversar com cada um. Somente ouvindo, conhecendo cada realidade e dificuldades é que conseguiremos implementar protocolos seguros, reais e garantir a sobrevivência das nossas empresas”, disse Niuara Tedesco, presidente da Associação de Pousadas, Hotéis, Bares e Restaurantes de Maresias (APHMBR).
