Secretário da Saúde de Osasco sofre atentado

Carro de Fernando Machado de Oliveira foi atingido, mas o secretário não se feriu

Fernando Machado Oliveira é secretário da Saúde desde abril de 2019

Fernando Machado Oliveira é secretário da Saúde desde abril de 2019 | Divulgação/Secretaria da Saúde de Osasco

Nesta quinta-feira (4), o secretário da Saúde de Osasco, cidade metropolitana de São Paulo, Fernando Machado de Oliveira, sofreu um atentado a tiros. O carro de Oliveira foi atingido, mas o secretário não se feriu.

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De acordo com a perícia, os tiros saíram de uma pistola 9 milímetros, que é um equipamento exclusivo das Forças Armadas de Segurança. Um dos disparos atravessou a blindagem do automóvel.

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Em depoimento, o secretário revelou que estava chegando em casa e percebeu “uma emboscada”, por volta das 21h30. Os disparos foram feitos de um carro branco ao lado do dele, segundo Fernando Machado.

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O secretário também afirmou que recebeu ameaças de morte em seu celular minutos antes do acontecimento, mas a voz estava distorcida.

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Fernando Machado está no posto de secretário da Saúde desde abril do ano passado. Antes de ir para a secretaria, trabalhou como instrutor de residência de ortopedia no Hospital Vila Penteado, em São Paulo.

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A secretária-adjunta da Saúde, Ângela Fernando, também revelou que recebeu ameaças. Ela prestou depoimento e o caso foi registrado no 5º DP do município.

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O prefeito de Osasco, Rogério Lins, informou não saber se o atentando está ligado com a suspensão de um contrato com uma organização que atendia seis Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade.

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“Um profissional da saúde que tem se dedicado todos os dias em salvar vidas na nossa cidade, mas Osasco tem muitas câmeras de monitoramento inteligente ligadas a uma central e a gente espera contribuir com a investigação policial”, afirmou Lins.

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CONTRATO INTERROMPIDO.

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Nesta quinta-feira (4), a Prefeitura de Osasco interrompeu o contrato com a Organização Social (OS) que gerenciava seis Unidades Básicas de Saúde na cidade. Após a suspensão, 150 funcionários foram demitidos.

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Segundo o prefeito Rogério Lins, o contrato foi suspenso pela baixa no atendimento e não houve descumprimento contratual. A prefeitura alegou que o “programa atendeu sua meta de contenção primária. A Secretaria de Saúde registrou queda do número de atendimentos e também procura pelas UBSs por causa da Covid-19.”

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Entre os demitidos estão médicos, enfermeiros, dentistas e técnicos de enfermagem, segundo o Sindicato Único dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços.

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“A categoria foi surpreendida. A gente especificamente sabia que ia ter o atendimento do pessoal sobre Covid-19 e infelizmente veio essa quebra de contrato de um dia para o outro”, revelou Juarez Henrique de Paulo, vice-presidente do sindicato.