Doença renal em gatos: cientista japonês cria tratamento que pode dobrar a expectativa de vida
Cientista japonês estima que novo medicamento para doença renal em gatos pode elevar a expectativa de vida dos felinos até 30 anos
Um cientista japonês desenvolveu um tratamento experimental contra a doença renal crônica em gatos, considerada uma das principais causas de morte entre os felinos. A pesquisa é baseada na proteína AIM (Apoptosis Inhibitor of Macrophage), descoberta pelo próprio Miyazaki em 1999.
Em gatos, essa proteína permanece presa a anticorpos e não consegue atuar na limpeza de células mortas que se acumulam nos rins.
O pedido de aprovação foi protocolado em abril de 2026 no Ministério da Agricultura do Japão pelo pesquisador Toru Miyazaki, ex-professor da Universidade de Tóquio e hoje à frente do Institute for AIM Medicine, em Tóquio.
Por que a proteína AIM não funciona direito nos gatos? A proteína AIM existe naturalmente no sangue da maioria dos mamíferos e tem uma função simples: sinalizar a remoção de células mortas e resíduos que se acumulam no organismo, inclusive nos rins. Normalmente, ela circula “desligada”, presa a um grande complexo de anticorpos chamado IgM, e só se solta quando é necessária.
Nos gatos, porém, esse mecanismo trava. Pesquisas indicam que a ligação entre a AIM felina e o IgM é cerca de mil vezes mais forte do que a observada em outras espécies, devido a uma estrutura específica de aminoácidos presente apenas na proteína dos felinos.
Na prática , isso significa que a AIM do gato praticamente nunca se solta do IgM. Sem conseguir se desprender, a proteína não chega a atuar nos rins, e os resíduos celulares vão se acumulando dentro dos túbulos renais, um entupimento progressivo que compromete a filtragem e leva à doença renal crônica.