Polícia Civil faz operação contra milícia no Rio de Janeiro

Operação investiga uma narcomilícia que atua em Vargem Grande; principal alvo da operação é um capitão PM

Dezesseis mandados de prisão e 51 de busca e apreensão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada; oito foram presos

Dezesseis mandados de prisão e 51 de busca e apreensão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada; oito foram presos | / Mauricio Almeida/AM Press & Images/Folhapress

Na manhã desta quinta-feira (9), o Ministério Público (MP) e a Polícia Civil cumpriram 16 mandados de prisão e 51 de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Os mandados integram a “Operação Porto Firme”, que investiga uma milícia em Vargem Grande, zona oeste da cidade.

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“A principal diferença dessa organização criminosa é que, além de cometerem os crimes tradicionais de milícia, como extorsões, ameaças e homicídios, eles também praticam o crime de tráfico de entorpecentes”, disse o delegado chefe da Delegacia de Homicídios, Antônio Ricardo Nunes, ao “G1”.

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O principal alvo da operação é o capitão da Polícia Militar (PM) Leonardo Magalhães Gomes da Silva – que foi apontado como o chefe da narcomilícia. No entanto, até as 7h ele não havia sido encontrado. Os agentes realizaram buscas em endereços ligados ao policial.

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“Para nós, é realmente muito ruim saber que essas organizações criminosas possuem policiais envolvidos nos seus quadros”, destacou Nunes.

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Até as 8h, cinco pessoas haviam sido detidas. Um dos presos é o cabo da PM, Fernando Mendes Alves, apontado como o número 2 da organização.

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Operação Ponto Firme

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A operação Ponto Firme é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência e em parceria com a Delegacia de Homicídios da Capital e da Corregedoria da Polícia Militar.

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As investigações apontam que o capitão Leo está disputando o controle de uma região conhecida como “Pombo sem Asa”. De acordo com o Gaeco, a região é responsável por crimes como tráfico de drogas e de armas de fogo, além extorsões, homicídios, agiotagem e corrupção ativa.

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No entanto, a polícia também investiga se o capitão teve se envolveu com uma chacina que deixou quatro mortos e dois feridos na comunidade.

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Além da participação do capitão na milícia, os investigadores identificaram a participação do cabo Fernando Mendes Alves, conhecido como “Biro”, apontado como responsável por garantir a proteção dos demais integrantes da narcomilícia.
De acordo com o Gaeco, o cabo intervia em ações da Polícia Civil com o intuito de proteger a organização.