Projeto amplia medidas de proteção para mulheres na maternidade durante pandemia

Deputado Ricardo Silva (PSB-SP) prevê licença-maternidade de 180 dias e acompanhante durante o parto

O autor da proposta, deputado Ricardo Silva (PSB-SP)

O autor da proposta, deputado Ricardo Silva (PSB-SP) | /Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O Projeto de Lei (PL) do deputado Ricardo Silva (PSB-SP) prevê normas de caráter transitório e emergencial para a proteção de gestantes, parturientes, puérperas (mulheres no pós-parto) e bebês durante o estado de emergência de saúde pública devido ao novo coronavírus.

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O autor do projeto destaca que o Ministério da Saúde incluiu grávidas e mulheres pós-parto no grupo de risco da Covid. No entanto, lembrou que “77% das mortes de gestantes e puérperas por Covid-19 registradas no mundo ocorreram no Brasil”. Os dados são de um estudo publicado no periódico médico International Journal of Gynecology and Obstetrics.

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De acordo com o estudo, a taxa de mortalidade no Brasil é alta devido a falta de recursos para cuidados críticos e de emergência.

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Leitos e pré-natal

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O texto prevê que as instituições públicas e privadas de saúde disponibilizem locais ou unidades exclusivos para o atendimento, tratamento e internação de gestantes, parturientes e puérperas desde o pré-natal até o período pós-parto, inclusive com unidades de terapia intensiva adulta e neonatal.

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Segundo a proposta, mecanismos de telemedicina de interação a distância estão permitidos no atendimento pré-natal.

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O texto também permite a presença de acompanhante durante o trabalho de parto e pós-parto imediato, assim como o direito à visitação seguindo critérios técnicos previamente estabelecidos pelo Poder Executivo e pelas unidades hospitalares públicas e privadas.

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Além disso, o alojamento de mãe-filho deverá ser mantido sempre que possível em isolamento e assegurar o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre o leito da mãe e o berço do bebê.

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Se a mãe desejar a amamentar e estiver em condições, a amamentação está assegurada mesmo em caso de infecção da Covid-19.

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Ainda de acordo com a proposta, as instituições dedicadas ao tratamento da Covid-19 deverão disponibilizar médicos e enfermeiros especialistas em ginecologia e obstetrícia para tratamento imediato.

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“A falta de médicos e enfermeiros especialistas em ginecologia e obstetrícia nas unidades médico-hospitalares destinados ao tratamento da Covid-19 também é um problema gravíssimo que, em muitas vezes, impõe às gestantes um manejo e um tratamento contra o coronavírus incompatíveis com as peculiaridades dos estados gestacional e puerperal”, diz o deputado Ricardo Silva.

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O texto também prevê licença-maternidade de 180 dias. Atualmente a legislação prevê 120 dias de licença-maternidade.

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*Com informações da Agência Câmara de Notícias