Vereador de Diadema quer a suspensão de aulas no segundo semestre

Marcos Michels acredita que o retorno das aulas pode aumentar a disseminação do coronavírus

Vereador Marco Michels (PSB)

Vereador Marco Michels (PSB) | /Reprodução/Facebook

Na última semana, os vereadores de Diadema aprovaram o requerimento de Marcos Michels (PSB) solicitando a manutenção das aulas virtuais dos estudantes do município até o final deste ano. O vereador acredita que o retorno das aulas pode aumentar a disseminação do coronavírus.

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Para o parlamentar, o segundo semestre de 2020 pode servir como uma preparação para o ano seguinte. “A previsão de retomada gradual das atividades educacionais está designada para começar em 8 de setembro, salvo novas alterações do nível de contágio, sem que haja o mínimo preparo das unidades escolares, e a correta preparação dos profissionais da educação para lidar com todos os riscos decorrentes da inevitável ressocialização”, destacou Michels.

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Segundo o parlamentar, o retorno das aulas aumentará o número de pessoas nas ruas. “Temos a educação infantil, os ensinos fundamental e médio, além das universidades, cursinhos e escolas particulares. Se formos colocar os professores são mais 6 mil profissionais que vão se deslocar. Estou falando em um dia normal. Claro, que vai diminuir porque o retorno começará gradualmente, mas estamos falando de 130 mil a 150 mil pessoas, todos os dias, que vão começar a voltar ao normal”, ressaltou o vereador.

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Além disso, Michels citou que países como Itália, Espanha, França e Portugal, que retomaram as aulas, retrocederam no processo de flexibilização da quarentena.

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“Esses países contam com estrutura nas unidades educacionais muito mais adequadas para o ensino, com proporção aluno-educador de três a quatro vezes superior à realidade da rede de educação de nosso município”, disse.

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Retorno adiado

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Na última sexta-feira, o secretário estadual de Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, afirmou que há uma possibilidade de adiamento do retorno das aulas.

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“Definimos que, para que houvesse início gradual das aulas em 8 de setembro, algumas regras deveriam estar muito seguras. Dentre as quais que as 17 regiões de saúde estivessem na fase ama¬rela por 28 dias. Temos áreas ainda em vermelho, outras em laranja e outras, em amarelo. Então, muito possivelmente, essa expectativa não ocorrerá”, afirmou.