Projeto quer que servidores da Saúde apoiem vítimas de estupro em Guarujá

O PL afirma que independentemente da decisão da gestante na situação de violência sexual que resultar gravidez, o atendimento será obrigatório e integral

Texto reafirma importância de capacitar profissionais que lidarem com vítima de estupro independentemente de decisão sobre aborto

Texto reafirma importância de capacitar profissionais que lidarem com vítima de estupro independentemente de decisão sobre aborto | Rodrigo Montaldi/Arquivo DL

Um projeto de lei que tramita atualmente na Câmara dos Vereadores de Guarujá almeja capacitar profissionais e demandar que as unidades de saúde pública que estejam sob a gestão da Secretaria Municipal de Saúde possam dar orientações às gestantes vítimas de violência sexual que tenham engravidado devido ao crime. O PL afirma que independentemente da decisão da gestante na situação de violência sexual que resultar gravidez, o atendimento será obrigatório e integral.

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De autoria do vereador Sergio Jesus dos Passos (PSB), o Sergio Santa Cruz, o projeto de lei 102/2020 quer instituir, no âmbito do município de Guarujá, a obrigatoriedade das unidades de saúde citadas anteriormente a esclarecer às gestantes sobre os riscos e as consequências da interrupção terapêutica de gestação, ou seja, o aborto, no caso de gravidez por estupro.

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O programa de orientação e esclarecimento deverá abordar as vítimas sobre as consequências no procedimento de interrupção terapêutica da gestação resultante de estupro, apesar de ser procedimento permitido por lei e autorizado pelo sistema judiciário, quando realizados em hospitais que estejam sob a gestão da Secretaria Municipal de Saúde.

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Apesar disso, o vereador afirma, em sua justificativa do projeto, que independentemente de qualquer decisão da gestante na situação de violência sexual que resultar gravidez o atendimento será obrigatório e integral.

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“A prática do estupro gera, para as vítimas, danos psicológicos muitas vezes irreparáveis, e quando ainda do ato resulta a gravidez, agrava-se ainda mais a situação da mulher, pois a gravidez indesejada a todo o momento vai remete-la ao abuso”, afirma o parlamentar.

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O texto ainda detalha que deverão ser repassadas às vítimas informações detalhadas com ilustrações sobre o desenvolvimento do feto semana a semana além de explanação dos métodos cirúrgicos praticados na interrupção da gravidez resultante de estupro.

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Os profissionais de saúde também deverão explicar a necessidade e objetivo dos exames clínicos e laboratoriais que antecedem a interrupção da gravidez e também orientar sobre a possibilidade de ocorrer efeitos colaterais físicos e psíquicos que a prática do aborto pode provocar na gestante.

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Sergio Santa Cruz também define que as gestantes que decidirem levar adiante a gravidez, mas que não queiram manter o vínculo materno deverão informar sobre o pedido à unidade de saúde pública, que deverá comunicar a Vara da Infância e da Juventude com o objetivo de auxiliar e promover adoção do recém-nascido por famílias previamente cadastradas e interessadas.

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“Trata-se de uma realidade muito difícil e dolorosa a ser vivida pela mulher que foi vítima de estupro, nesse sentido é que esta proposição busca amparar estas mulheres de forma que o Município possa subsidiá-las, oferecendo tratamento físico, psicológico e trazendo uma solução caso ela não queira cuidar da criança”, conclui em sua justificativa.

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Toda a participação da gestante no processo deverá ser mantida no mais absoluto sigilo exigido pela legislação. A Prefeitura de Guarujá ainda poderá firmar convênios e parcerias com instituições públicas ou privadas para promover o aprimoramento técnico do programa.

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O projeto foi aprovado durante a sessão ordinária da última terça-feira (1º) de forma unânime e em discussão única. Agora, o texto seguirá para as mãos do prefeito Valter Sumán, que deverá sancionar ou vetar o projeto do parlamentar durante as próximas semanas.