O Complexo do Anhembi, na zona norte da Capital, voltou a ser oferecido pela Prefeitura de São Paulo à iniciativa privada pelo período de 30 anos. Em agosto do ano passado, o Tribunal de Contas do Município (TCM) definiu o lance mínimo de R$ 1,45 bilhão e não atraiu interessados. Agora, o valor mínimo passou a ser R$ 53,7 milhões. A abertura das propostas está marcada para o dia 6 de novembro.
O vencedor da concessão tem que pagar ainda 12,5% da receita operacional bruta, não podendo ser menos que R$ 10 milhões por ano, segundo o edital. O responsável também terá que realizar a revitalização e modernização do complexo, requalificação do Pavilhão de Exposições e reformas e melhorias no Sambódromo e no Palácio das Convenções.
Complexo do Anhembi
O Complexo do Anhembi possui 400 mil metros quadrados divididos entre Sambódromo, Pavilhão de Exposições e Palácio das Convenções. Há também um estacionamento com capacidade para 6,5 mil vagas no espaço.
O projeto de privatização do Anhembi foi proposto pelo ex-prefeito João Doria (PSDB) e aprovado pela Câmara Municipal em 5 de dezembro de 2017. A proposta foi sancionada 15 dias depois.
Em maio de 2018, os vereadores aprovaram a lei que define regras construtivistas do espaço. Em agosto de 2019, a oferta do Complexo do Anhembi não teve nenhum interessado. Na época, a Prefeitura de São Paulo considerou que o preço afastou os possíveis compradores, pois o lance mínimo definido pelo Tribunal de Contas do Município era de R$ 1,45 bilhão.
