Nesta segunda-feira (28), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que vai distribuir 120 milhões de testes de diagnóstico rápido de Covid-19 para países pobres. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom informou que os testes são mais ágeis e fornecem resultados em até 30 minutos.
De acordo com a OMS, os testes serão oferecidos no Brasil e em outros países na América Latina. Ao todo, 133 países de baixa e média renda vão receber.
Segundo Tedros, além de melhorar a agilidade, “os novos testes serão importantes para garantir o acesso às áreas remotas e descentralizar a saúde”.
A diferença do teste rápido anunciado pela OMS e do PCR, que identificam a quantidade do vírus sars-coV-2, é que eles não detectam diretamente partículas virais (material genético/RNA ou antígenos) e identificam os pacientes na fase precoce da doença. “Os novos testes são tão fáceis de usar como testes de gravidez”, explica a CEO da Fundação para Diagnósticos Inovadores (FIND) da OMS, Catharina Boehme.
Os testes serão fabricados pelas empresas SD Biosensor e Abbot, e o volume será garantido por meio da Fundação Bill e Melinda Gate. O diretor executivo do Global Fund, uma parceria internacional de financiamento em saúde, que irá contribuir, inicialmente, com US$ 50 milhões para a iniciativa, reforça que o novo teste é um complemento valioso para fornecer suporte técnico para países de baixa renda e diminuir a lacuna existente entre países pobres e ricos.
