As eleições municipais estão se aproximando. No próximo dia 15 de novembro, os eleitores de todo o Brasil vão decidir entre candidatos a prefeito e vereadores quem vai governar as suas cidades pelos próximos quatro anos.
A busca pelos cargos foi grande este ano e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou recordes de candidaturas. Com tantos candidatos, em meio a uma pandemia e com as campanhas se concentrando muito mais nas redes sociais, os eleitores terão que redobrar a atenção para escolher quem irá ganhar seu voto nesta eleição em tempos tão sombrios.
A pandemia, que foi motivo para alguns questionarem se não seria melhor cancelar o pleito, dificultou o corpo a corpo dos candidatos. O pastel na feira, o café na padaria e as fotos segurando crianças no colo quase não existiram. Já os debates, fundamentais para esclarecer dúvidas e saber quais os planos dos futuros prefeitos, e que alcançam muito mais gente do que posts em redes sociais, foram cancelados pelas principais emissoras do País.
Além disso, por causa da eleição ter sido adiada, as campanhas também ficaram mais curta e o tempo na TV para as propagandas eleitorais não chega a 15 minutos. Todos estes fatores também contribuem para o “desconhecimento” dos candidatos por parte do eleitorado. Muitos eleitores não sabem, até agora, quem são os postulantes ao cargo de prefeito e muito menos ao de vereador.
No caso dos vereadores a dificuldade de conhecer e escolher é muito maior devido à quantidade. Somente na cidade de São Paulo, por exemplo, são quase 2 mil candidatos a uma cadeira na Câmara Municipal. Apesar de ser um cargo de responsabilidade, afinal o vereador é quem vai criar as leis, que serão sancionadas ou não pelo prefeito, as suas funções também não são tão conhecidas por boa parte da população.
Então, neste ano, o eleitor precisa criar métodos para buscar de forma ativa informações sobre os pretendentes a cargos públicos. Pode ser pelas redes sociais do político e por vídeos no YouTube, além de pesquisar o histórico de vida do sujeito. Saber o que ele ou ela fez de bom e de ruim na vida é um bom indício de como agirá como representante do povo. O momento de digitar o número do candidato na urna deve ser o grande final de uma escolha consciente. A sociedade ainda precisa ultrapassar a pior pandemia do século, e seu voto pode ser decisivo para isso ser feito da maneira menos traumática possível.
