Fernanda Nobre e Marcelo Serrado falam com Bial sobre monogamia e amor livre

Atriz relatou suas experiências com casamento aberto; Serrado comenta sobre viver relações sem que haja 'ciúme corrosivo'

Fernanda Nobre

Fernanda Nobre | Reprodução/Instagram

A origem machista do conceito de monogamia inspirou a atriz Fernanda Nobre, 37, a rever o seu relacionamento com o marido, o diretor José Roberto Jardim, em um momento em que os dois viviam o auge da paixão. Hoje eles têm um casamento aberto, baseado em muito diálogo e em que não existe a palavra traição.

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A atriz falou sobre a experiência no Conversa com Bial (Globo), na madrugada desta quinta-feira (19). O ator Marcelo Serrado, 54, um dos protagonistas do filme “Dois + Dois”, também participou do programa e debateu o mesmo tema.

Ao estudar a história da mulher na sociedade, Fernanda aprendeu que a monogamia foi criada para proteger a propriedade privada e, segundo ela, “não tem nada de natural”.

De acordo com a análise feita pela atriz, os homens sempre tiveram “permissão” para não cumprir os pactos monogâmicos, ao contrário do que acontece com as mulheres.

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Em um passado recente, muitas mulheres perdiam os seus direitos e eram renegadas pelas famílias ao não serem monogâmicas. Além disso, a violência contra a mulher ainda é uma realidade.
“Percebi que repetia um padrão”, disse Fernanda ao contar sobre a decisão de abandonar a monogamia e manter um relacionamento aberto.

A decisão, no entanto, enfrenta percalços. A atriz ainda lida com o fato de ser ciumenta sem querer ser. “Estou no exercício, mas ainda não encontrei a fórmula”, disse. Para ela, o ideal é ser livre, assim como o seu parceiro.

No caso de Serrado, a decisão é de não viver relações em que exista o ciúme corrosivo, exagerado. Ele contou já ter passado por situações em que o ciúme predominava.

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No filme “Dois + Dois”, um dos casais não se adapta ao amor livre. “A gente precisa respeitar a opinião dos outros”, afirma Serrado sobre as diversas possibilidades de relacionamentos.

Ele acredita que o amor romântico, do tipo Romeu e Julieta, nunca vai sair de cena. Na entrevista, o ator lembrou dos adolescentes com seus amores passionais “para o resto da vida”.

Já Fernanda admite ser romântica, mas vê isso como uma forma de controle feminino. “O amor romântico, criado pelo patriarcado há 5.000 anos, faz com que a gente ainda espere o amado que vai salvar nossa vida”, opinou.

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Em contraponto, Serrado citou o caso dos próprios pais, que assistem TV de mãos dadas após mais de 60 anos de casamento. “São felizes assim”.

Em um momento descontraído, Serrado contou a história de um amigo que faz apresentações musicais em uma casa de swing e foi convidado por um casal para “interagir” após o show.

No entanto, o marido teve uma crise de choro durante a “interação” e o amigo músico do ator parou tudo para consolar o homem arrependido. “Todo mundo pode mudar de ideia a qualquer momento”, comentou o jornalista Pedro Bial.

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Bial terminou a entrevista cantando “A Maçã”, em que Raul Seixas define o ciúme como vaidade. “Sofro, mas eu vou te libertar”, cantou o roqueiro em um de seus clássicos.