Mirando reeleição, governador de SP troca secretário de Educação

Hubert Alquéres foi nomeado nesta quinta-feira como titular da pasta; PSDBista é atual diretor do Colégio Bandeirantes

Hubert Alquéres

Hubert Alquéres | Reprodução/Redes Sociais

O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), anunciou na noite desta terça (31) uma mudança no comando da secretaria de Educação (Seduc). O novo titular da pasta será Hubert Alquéres, atual diretor do Colégio Bandeirantes, um dos mais tradicionais da capital paulista, e vice-presidente do Conselho Estadual de Educação.

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O órgão vinha sendo chefiada de maneira interina pela professora Renilda Peres Lima após Rossieli Soares ter deixado o cargo em 1º de abril.

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Hubert Alquéres é o nome que mais agrada a Rodrigo, atualmente. Ele é diretor do Colégio Bandeirantes, um dos mais tradicionais da capital paulista, e vice-presidente do Conselho Estadual de Educação.

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A seis meses do término do atual mandato, Rodrigo quer contar com um secretário com trânsito político, como era Rossieli. Por isso, escolheu Alquéres, que é filiado ao PSDB desde 1989.

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A educação é uma das principais vitrines eleitorais do tucano na tentativa de uma reeleição, em outubro deste ano.

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Presidente do Conselho Estadual de Educação por quatro mandatos, Alquéres tem trânsito na área e contato próximo com nomes da educação ligados ao PSDB desde a gestão de Mário Covas (1995-2001). Procurado para comentar o convite, ele não quis dar entrevista.

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Entre as ações que podem ser exploradas pelos tucanos na campanha está o aumento das escolas em tempo integral em São Paulo. O governo tem prometido ampliar das atuais 2.050 escolas nesse formato para 3.000 até o final do ano que vem.

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Na nota em que anunciou a mudança, Rodrigo inclusive mencionou o tema. “A Renilda desempenhou um brilhante papel. O trabalho dela foi crucial para que São Paulo pudesse multiplicar por dez o número de escolas de tempo integral”, disse o governador, de acordo com o texto de sua assessoria. Rodrigo Garcia.

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Outra ação é o plano de nova carreira para professores do ensino médio e fundamental, diretores de escola e supervisores educacionais da rede estadual pública. O decreto foi publicado nesta terça-feira (31).

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Com o programa, os tucanos dizem ter elevado o piso salarial da categoria em 73%. O salário inicial, que era de R$ 2.886,24, chegará a R$ 5.000, 30% maior que o piso nacional.

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O salário mais alto de um docente será de R$ 13 mil na nova carreira, sendo que na antiga era de R$ 8 mil.

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A adesão à nova carreira é opcional e pode ser feita em até 24 meses. Quem não aceitar receberá um dissídio de 10%, o mesmo percentual a ser aplicado para os aposentados.

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Professores, insatisfeito com a medida, alegam que passarão a integrar o regime de remuneração por subsídio, o que exclui a incorporação de gratificações, bônus ou prêmios atualmente existentes.

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A visão do governo é que Renilda, considerada de perfil mais técnico, não conseguiu dar um tom político para a ação. Uma das opções analisadas é que ela agora deixe seu atual cargo de secretária-executiva da Seduc (a número 2 da pasta) e assuma a presidência da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) em São Paulo.

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O órgão, criado em 1987, é responsável por implantar programas de aprimoramento da rede pública e executar políticas educacionais estabelecidas pela secretaria.

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Cabe à FDE, por exemplo, conduzir construções e reformas de escolas, adquirir materiais e equipamentos, gerenciar sistema de avaliação de rendimento escolar e capacitar o corpo docente nos 645 municípios paulistas.

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Discreta, Renilda é avessa à entrevista, ao contrário do seu antecessor, Soares, que vinha cumprindo uma agenda de candidato desde meados de 2021.

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Empossado com discurso técnico na gestão de João Doria (PSDB), Soares estreitou suas ligações políticas e se filiou ao PSDB tucano no dia 1º de abril.

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Na ocasião, Doria ainda tinha pretensões de concorrer à Presidência da República. Em março, ambos ainda estavam no Palácio dos Bandeirantes, e o então governador disse que, se tivesse a oportunidade de assumir o país, Soares seria o seu ministro da Educação -ele já tinha ocupado o cargo na gestão de Michel Temer (MDB).

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Procurada pela reportagem na tarde desta terça-feira, a gestão Garcia não respondeu até a publicação deste texto.