Datafolha: Aprovação de Nunes sobe a 18%, e 31% avaliam prefeito de SP como ruim ou péssimo

Levantamento foi feito com 827 entrevistas realizadas na cidade de São Paulo com pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 28 e 30 de junho

Nunes afirmou que cidadãos estão confundindo "qualquer advento da cidade" com a cracolândia

Ricardo Nunes | Roberto Casimiro/Fotoarena/Folhapress

Um ano após assumir a Prefeitura de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) é aprovado por 18% da população paulistana, segundo pesquisa Datafolha.

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O percentual cresceu em comparação com o último levantamento, no início de abril, quando 12% avaliaram a gestão municipal como boa ou ótima.

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A rejeição ao prefeito, que era de 30% há três meses, oscilou na margem de erro para 31%. Esse é o índice de entrevistados que classificaram seu mandato como ruim ou péssimo.

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O percentual da população que considera a administração municipal regular é 44%. Na pesquisa feita em abril, era 46%.

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O levantamento do Datafolha foi feito com 827 entrevistas realizadas na cidade de São Paulo com pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 28 e 30 de junho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o o número SP-02523/2022.

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A pesquisa indica em quais grupos políticos a avaliação do prefeito e de sua gestão vai melhor ou pior, o que pode apontar um alinhamento eleitoral.

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No último levantamento, 32% dos que consideravam a gestão de João Doria (PSDB) boa ou ótima avaliavam bem a gestão Nunes. Na pesquisa atual, 55% dos que aprovam o governo de Rodrigo Garcia (PSDB), que o sucedeu, consideram o trabalho do prefeito bom ou ótimo.

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Por outro lado, o maior percentual de rejeição a Nunes está entre os entrevistados que desaprovam o governo estadual (77%).

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Entre os que aprovam a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL), 28% avaliam bem Nunes. Entre os que reprovam Bolsonaro, 38% também rejeitam o prefeito de São Paulo.

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Entre os grupos que se destacam na má avaliação estão os funcionários públicos e os eleitores de partidos de esquerda, como o PSOL. Nesses segmentos, o percentual de avaliações ruins ou péssimas é de 46% e 57%, respectivamente, segundo a pesquisa. Os idosos são outro segmento que se posicionou contrariamente ao prefeito (33%).

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Em outubro do ano passado, Nunes foi alvo de uma série de protestos dos servidores municipais contrários ao projeto de lei que taxa as aposentadorias acima de um salário mínimo. O texto foi aprovado pelos vereadores em novembro por 37 votos a favor e 18 contra.

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A reforma da Previdência municipal também levou funcionários da educação e de outras categorias a anunciarem greve no fim do ano passado.

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A aprovação com folga do novo regime previdenciário foi mais uma demonstração de apoio da Câmara Municipal a Nunes, vereador por dois mandatos seguidos antes de disputar o Executivo como vice na chapa de Bruno Covas (PSDB) -que morreu em 2021.

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Os segmentos com maiores índices de aprovação ao trabalho do prefeito, segundo o Datafolha, são os católicos (22% avaliam seu trabalho como bom ou ótimo) e os eleitores do PSDB (43%).

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O prefeito integrou a chamada bancada religiosa enquanto parlamentar e é ligado à ala conservadora da Igreja Católica em São Paulo.

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Ainda sem uma marca à frente da administração da maior cidade do país, Nunes tem se posicionado a favor das intervenções na cracolândia, um dos principais problemas da cidade que tem sido alvo de ações policiais contínuas.

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Embora defenda a dispersão dos usuários de drogas como uma forma de convencer mais dependentes químicos a buscar tratamento, essa premissa não é compartilhada pela própria organização social responsável pela abordagem de usuários de crack na região central. Segundo a entidade, o trabalho das equipes de assistência social ficou mais difícil na cracolândia após as dispersões.

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Nunes compareceu a apenas uma reunião com os moradores do entorno onde a cracolândia se instalou.
Em entrevista à rádio Bandeirantes, ele afirmou que 22 frequentadores da cracolândia haviam sido internados de forma involuntária no hospital da Bela Vista. As hospitalizações, porém, não foram comunicadas ao Ministério Público e à Defensoria Pública, como determina lei federal.

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Dias depois, foi constatado que, das 23 internações involuntárias citadas pelo prefeito, apenas 3 eram de pacientes com dependência química. As demais se tratavam de pessoas com outros transtornos psiquiátricos sem relação com uso abusivo de drogas.

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Prefeitos anteriores Em comparação a prefeitos anteriores no primeiro ano de gestão, o desempenho de Nunes se mantém semelhante ao de Fernando Haddad (PT), que teve aprovação de 18% no fim de 2013 e reprovação de 39%.

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Pesquisa Datafolha de 1986 mostrou que 19% da população de São Paulo avaliou como bom ou ótimo o primeiro ano da gestão de Jânio Quadros, e 40% marcaram ruim ou péssimo.