O presidente Jair Bolsonaro (PL) elevou suas alegações sobre a eventual fraude eleitoral, e fez ultrapassar uma questão de política doméstica para uma de política internacional, aumentando os temores que ele contestaria as próximas eleições, esses são os dizeres estampados em vários jornais,inclusive pelo diário americano New York Times, após a reunião de 19/07 com os embaixadores.
De fato, os diplomatas não compreenderam o meeting com o presidente, pois agem em favor de seus países na seara da política externa e não na interna. Talvez seja difícil traduzir para esses profissionais,que já trabalharam pelo mundo afora, que era para deixar público o temor da derrota nas eleições motivado por uma fraude.
Por outro lado, nada foi citado sobre a vitória em 2018, utilizando-se do mesmo sistema. A boa e velha retórica republicana “o pau que bate em Chico bate em Francisco”, não foi apregoado.
Portanto, Bolsonaro deixou uma gama de países amigos com dúvidas e incertezas. Caso realmente o sistema proposto pela Justiça Eleitoral vigente, há décadas, seja realmente medíocre e locupleta votos, então todos os prefeitos, vereadores e deputados não são nossos legítimos representantes? Tal fala, sem prova cabal, beira a insanidade partindo de um chefe de estado.
A questão é puramente política e com o intuito de desmoralizar o modelo eleitoral, caso outro candidato seja o vencedor. Errôneo em todos os sentidos, a fatídica reunião não trará o resultado esperado nas urnas, ou seja, o voto.
Pelo contrário,afasta os indecisos e preocupa o mercado, demonstrando o despreparo para o enfrentamento a Lula, que segundo as atuais pesquisas, será o seu adversário do segundo turno. Bolsonaro nesse tom desagradou até suas bases e se continuar nessa valsa, será o maior cabo eleitoral de Lula.
