Memória: conheça a história da Freguesia do Ó

Bairro da zona noroeste de São Paulo é um dos mais antigos da Capital

Os dados foram divulgados nesta quinta pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV)

Vista da Igreja Matriz da Freguesia do Ó | Douglas Cometti / Folhapress

O bairro da Freguesia do Ó, na zona noroeste de São Paulo, é um dos mais antigos da capital paulista, com os primeiros registros de sua história datando do final do século 16.

Segundo consta, o local teve seus primeiros habitantes por volta de 1580, quando o bandeirante Manuel Preto chegou à região com a esposa e indígenas escravizados. Anos mais tarde, o bandeirante teria solicitado à sede da paróquia permissão para construir uma igreja em suas terras, devido à dificuldade de ir até a Vila de São Paulo, onde ficava o templo mais próximo. Assim, em 1615 era fundada a igreja em homenagem à Nossa Senhora do Ó, que viria dar nome ao bairro.

Deteriorada com o tempo, em 1796, a igreja foi substituída por outra, que virou Paróquia e ficou em pé até 1896. O templo ficava onde hoje é o Largo da Matriz Velha e foi destruído por um incêndio provocado acidentalmente pelo sacristão, que tentava queimar um enxame de abelhas.

A nova matriz foi inaugurada em 1901 no novo Largo da Matriz, onde se encontra até hoje.

Curiosidades
Dentre as curiosidades envolvendo o bairro da Freguesia do Ó, a primeira está no nome. De acordo com historiadores, o nome de “Freguesia” é uma adaptação do latim de “Filii Eclaesia”, que significa “filho da igreja”. Considerado uma honraria, o bairro recebeu tal denominação por meio de um decreto da rainha de Portugal, Maria I, em 1796. Outros bairros da Capital também chegaram a receber tal denominação, como a “Freguesia da Sé” e a “Freguesia da Penha”, porém somente a Freguesia do Ó conservou o nome.

Outra curiosidade está no fato de que a região, por muito tempo, foi conhecida pelas plantações de cana-de-açúcar, para a produção de cachaça, o que durou até a década de 1950, quando o bairro começou seu processo de industrialização.

Além disso, foi no bairro, que houve a primeira praça de pedágio do estado de São Paulo, que ficava em uma ponte sobre o rio Tietê, e funcionou de 1741 até o começo do século 19.

No que diz respeito aos pontos turísticos da região, vale destacar a escola de samba Rosas de Ouro, cujo primeiro desfile foi em 1971, e a Festa do Divino Espírito Santo.