A polícia prendeu nesta terça-feira cinco dos seis acusados de torturar, usando uma máquina de choque, um suspeito de furto dentro de uma sala do supermercado Extra do Morumbi (zona oeste da capital paulista). O crime teria ocorrido, segundo a polícia, em meados de 2017.
Na última sexta-feira, o segurança acusado de dar os choques na vítima se apresentou no 89º DP (Portal do Morumbi) e deu as identidades de todos os envolvidos no crime. A sessão de tortura foi registrada por um celular e compartilhada em redes sociais.
Com base no depoimento do segurança, a delegada Roberta Guerra Maransaldi solicitou a prisão temporária de 30 dias dos suspeitos. A Justiça as decretou nesta terça-feira.
Foram presos o chefe de prevenção e perdas do supermercado, demitido após a repercussão das imagens feitas com o celular; dois funcionários; um ex-prestador de serviços, além do segurança que os entregou. Um ex-vigia da unidade estava foragido até a publicação desta reportagem.
Na semana passada, o Extra afirmou ter tomado ciência sobre o caso em 12 de setembro e que, imediatamente, iniciou uma investigação interna para apurar a ocorrência e tomar as providências necessárias.
“A rede lamenta profundamente que tal comportamento possa ter ocorrido em uma de suas unidades, uma vez que proíbe o uso de qualquer tipo de violência, por meio de suas políticas internas”, diz trecho de nota.
Este é o segundo caso de tortura, dentro de supermercados em São Paulo, registrado pela polícia em menos de um mês. (FP)
