O denominado dia “D” é uma alusão ao codinome utilizado pelas forças aliadas na segunda grande guerra para a definição da data exata do desembarque nas praias da Normandia, na França – sendo um dos marcos históricos -, e segundo alguns historiadores, o início de seu fim.
A partir desse fato histórico, muitos utilizam como a forma de marcar uma data, ou momento importante, e até a finalização de um prazo.
Domingo, 30 de outubro de 2022, o Brasil finalizará uma das mais longas e complexas campanhas políticas para o cargo de Presidente da República da nossa história recente. O maior motivo é que em pleno auge das redes sociais e da alta disseminação de smartphone, as pessoas estão recebendo uma chuva de informações de todos os lados e de todas as formas.
Na verdade, a campanha começou em 08 de março de 2021 com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin anulando todas as decisões processuais tomadas contra o ex-presidente Lula. Naquele momento foi dada a largada para a maior polarização ideológica e eleitoral que o país que já vivenciou em tempos modernos.
Na outra ponta, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, hoje no PL, encarava seu grande desafio, que era compreender a pandemia e gerir uma série de governadores que se apresentavam contrários a sua percepção da realidade da doença que levou mais de 600 mil brasileiros a morte.
A disputa presidencial não se deu no período eleitoral, mas desde o momento em que Lula foi solto.
Nas últimas semanas, todo o tipo de pataquada ocorreu, desde a resistência à prisão de Roberto Jeferson, aliado de Bolsonaro, às questões religiosas entre evangélicos e católicos, e “Deus” foi para a mesa de debates.
O máximo da polarização está entre nós, e o Dia “D” se aproxima. Não arrisco resultado, mas na próximo semana comentarei sobre o vencedor.
