Ministro Alexandre de Moraes: Mártir, herói e vilão das eleições 2022

Com a caneta na mão, o juiz tornou-se o primeiro ministro do Brasil influenciando diretamente na condução das eleições

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

Alexandre Moraes, Ministro do STF | Antonio Cruz/Agência Brasil

As eleições de 2022 ficarão para a história, pois além da alta polaridade, foi reanimada uma faceta da sociedade que ficou oculta por vários anos – a direita denominada radical, ou seja, um grupo que prega um golpe militar como solução para todos os males.

Além de promover uma série de atos nas estradas e defronte aos quarteis, esse grupo de militantes conseguiu levar a termo o questionamento sobre a capacidade e transparência do sistema eleitoral.

Como na velha Lei de Newton, para uma ação haverá uma reação de igual força. O Poder Judiciário reagiu. Nasce a figura do Ministro do STF, Alexandre de Moraes, Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apelidado pela população como “Xandão”. Virou mártir, herói e vilão dessa história.

O ativismo que sempre rondou o nosso Poder Judiciário, vide Operação Lava Jato, foi personificado na figura de Alexandre.  Com a caneta na mão, o juiz tornou-se o primeiro-ministro do Brasil influenciando diretamente na condução das eleições.

Com parcela da mídia contrária e parte da comunidade jurídica assustada com tamanho ativismo, “Xandão” conduziu o processo eleitoral com mãos de ferro, combatendo fake news, ordenando a não monetização de contas de bolsonaristas e ao final indeferindo o pedido do Partido Liberal sobre uma investigação referente as fraudes na urnas.

De fato, o Brasil não é para iniciantes, pois o maior ator de uma eleição, ao invés do candidato ou eleitor, foi um  magistrado.  Espera-se que tal ativismo se encerre, pois o equilíbrio entre os poderes é fundamental para a democracia. Da mesma forma, o radicalismo da direita se conforme com o resultado da eleição e que se apresente como verdadeira oposição política ao governo de Lula (PT), para o bem da democracia. O Brasil precisa voltar a jogar, não somente na Copa, mas no jogo político mundial.