Em vão, deputados de SP tentam evitar que colegas aumentem próprios salários

De Olho no Poder: Os fatos da política de São Paulo na visão do jornalista Bruno Hoffmann

A deputada Monica Seixas argumentou contra o aumento salarial dos deputados de São Paulo

A deputada Monica Seixas argumentou contra o aumento salarial dos deputados de São Paulo | Rodrigo Romeo/Divulgação

Os deputados estaduais de São Paulo aprovaram nesta semana um aumento de 37%  dos próprios salários, de R$ 25.322,25 para R$ 34.774,64. O reajuste será feito de forma gradual até 2025, e já a partir de janeiro de 2023 os deputados paulistas passarão a receber a R$ 29.469,99, além de uma série de outros benefícios. A mudança foi aprovada por 49 votos a 10. Os parlamentares que se opunham ao reajuste tentaram, em vão, convencer os colegas a não aumentarem os próprios vencimentos. “Como um estado que não deu auxílio emergencial decente pra população paulista consegue ter fundos para aumentar o salário de políticos?”, questionou  a deputada Monica da Mandata Ativista (PSOL). Outro que votou contra foi Ricardo Mellão (Novo). “O cidadão paulista teve perda de renda durante os últimos anos e é ele quem vai pagar essa conta, que ficará mais cara”, destacou o parlamentar. Os argumentos não sensibilizaram seus pares.

Mudanças

O governador eleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) convidou a vereadora de São Paulo, Sonaira Fernandes (Republicanos), para comandar a Secretaria da Mulher estadual. Recentemente, pelas redes sociais, ela escreveu que o feminismo “é o grande genocida do nosso tempo”. A parlamentar também se autodefine como “a vereadora da família Bolsonaro em São Paulo”. O suplente que assume sua cadeira na Câmara Municipal será Jorge Wilson Filho (Republicanos).

Mais mudanças

O vereador paulistano Gilberto Nascimento Jr. (PSC) também vai se tornar secretário de Tarcísio, de Desenvolvimento Social. Quem vai substitui-lo na Câmara Municipal de São Paulo será o suplente Rodolfo Despachante (PSC).

E uma mais

O vereador Alfredinho (PT) é outro nome que vai deixar a Câmara Municipal a partir de 2023. Ele é suplente de deputado federal pelo PT e, com as indicações do presidente eleito Lula (PT) para ministérios, vai abrir uma vaga para ele na Câmara dos Deputados. Quem vai assumir no seu lugar no Legislativo paulistano será Reis (PT).

Detalhe

Reis foi eleito deputado estadual nas eleições deste ano. Ou seja: ele vai ficar como vereador na Câmara da Capital só até 1º de março, quando vai tomar posse do cargo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O segundo suplente do PT, que a coluna não conseguiu confirmar o nome até o fechamento deste texto, deverá entrar no lugar da vaga que originalmente era de Alfredinho na Câmara Municipal.