É impossível não ficar emocionado com a perda de Edson Arantes do Nascimento que, em 29 de dezembro, deixou o plano material para outra vivência espiritual.
Há várias semanas internado e com graves problemas de saúde, não perdeu a elegânciaao cumprimentar a seleção e torcedores durante o período da Copa do Catar. Pelé possui uma história de vitórias no esporte e alguns problemas familiares que não conseguiu driblar, nem tampouco fazer gols.
Na outra ponta, na vida profissional, alavancou o planeta com as conquistas da copa do mundo de 1958, em 1962 e 1970. Tornou-se o maior embaixador do Brasil e elevou o nome do país no exterior, sendo nosso maior garoto propaganda. Nasce o país do futebol.
E em momento seguinte, da sua carreira, deixa o Santos e embarca para Nova Iorque para jogar em terras do Tio Sam, vestindo a camisa do Cosmos. Cercado de bons assessores abandona o futebol, ainda no seu auge atlético e passa a rodar o mundo apresentando o esporte e o Brasil.
A ideia deu certo, com a fama da conquista da Taça Jules Rimet, tornou Rei do Futebol. Sem tantos holofotes Jair Messias Bolsonaro (PL) partirá para os Estados Unidos, não como jogador de futebol, mas como derrotado na campanha eleitoral para Luís Inácio Lula da Silva (PT).
Dia 01 de janeiro o petista tomará posse. As gritarias defronte aos quartéis não passaram de panaceia. As forças armadas que prezam pela ordem e integridadenacional não aderiram ao movimento proposto. 2022 foi um ano atípico com eleições anômalas e questionadas, com sequelas da pandemia e Copa com a vitória dos argentinos.
Bolsonaro pegou seu voo e pousou na Flórida, Lula quer decolar o país, mas está amarrado em vários pontos. Dificilmente ambos serão venerados como Pelé. Um rei não perde a majestade, nem a coroa. Políticos vão e vem. Pelé será eterno. Feliz 2023 para todos.
